Jair Bolsonaro. Foto: Isac Nóbrega/PR
As cartas enviadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que está detido no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, não estão sendo entregues ao destinatário, segundo informou os Correios.
Em comunicado, a estatal afirmou que realiza “regularmente as entregas no Núcleo de Custódia do 19º BPMDF [Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela ala da Papudinha]”, mas esclareceu que, atualmente, as correspondências estão sendo “recusadas no momento da entrega no destino”.
Bolsonaro está preso em regime fechado na Papudinha desde janeiro deste ano. O ex-presidente foi autorizado a receber cartas por decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
A autorização foi concedida após a defesa do ex-mandatário solicitar ao STF uma deliberação específica sobre o fluxo de cartas e encomendas endereçadas a Bolsonaro enquanto ele permanece sob custódia.
A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou na sexta-feira, 20 de fevereiro, um pedido ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para autorizar a realização, nas dependências da Papudinha, de um tratamento de saúde que consiste na aplicação de estímulos elétricos no crânio.
No requerimento apresentado, os advogados informam que Bolsonaro foi submetido, durante um internação ocorrida no fim de abril de 2025, a um protocolo de neuromodulação não invasiva por Estímulo Elétrico Craniano (CES), conduzido pelo psicólogo e neurocientista Ricardo Caiado.
Segundo a petição, o tratamento é feito por meio de clipes auriculares bilaterais, com sessões de 50 minutos a uma hora, enquanto o paciente permanece em repouso consciente.
"Quando das primeiras aplicações da neuromodulação, então por oito dias, foi possível documentar melhoras perceptíveis tanto nos parâmetros gerais de saúde, incluindo sono e ansiedade/depressão, como também no quadro de soluços", argumentam os advogados. E, de fato, no período em que o Peticionário se submeteu a referido tratamento, houve melhora significativa na qualidade do sono e no quadro de soluços, que chegaram a parar durante aquele período daquela internação".
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Moraes havia solicitado que os dois casos fossem levados conjuntamente ao plenário, sob o argumento de que a análise separada poderia gerar decisões contraditórias e tumulto processual.
Ele foi preso de setembro de 2025 pela Operação Zargun, que apurava, entre outros fatos, a atuação de uma organização criminosa envolvida com tráfico de armas, de drogas, além de corrupção.
Períodos de temperaturas elevadas, baixa umidade e queimadas exigem maior esforço do organismo para controlar a temperatura corporal.
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