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Conflito no Oriente Médio: governo cria sala de monitoramento do abastecimento de combustíveis

Medida reforça acompanhamento do mercado de petróleo e do abastecimento no país, enquanto governo pede investigação sobre aumentos nos preços.

11 de março de 2026 às 10:50   - Atualizado às 10:53

Oriente Médio concentra cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo.

Oriente Médio concentra cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo. Foto: Freepik

O Ministério de Minas e Energia (MME) instituiu uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente as condições do mercado de combustíveis no Brasil e no exterior. A iniciativa será realizada em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor, incluindo empresas responsáveis pelo fornecimento primário e pela distribuição.

Além disso, segundo o governo, a medida tem como objetivo reforçar o acompanhamento das cadeias globais de suprimento de derivados de petróleo, da logística de abastecimento no país e da evolução dos preços dos principais combustíveis.

A ação ocorre em meio ao conflito no Oriente Médio, região que concentra cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo e é a principal exportadora do produto.

“A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, disse nota do ministério enviada à Agência Brasil.

O intuito da medida é identificar rapidamente possíveis riscos ao abastecimento e coordenar ações para garantir a segurança energética e a continuidade do fornecimento de combustíveis no país. A iniciativa segue a linha de outras medidas adotadas pelo Ministério de Minas e Energia em contextos geopolíticos semelhantes.

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Até o momento, apesar do cenário de instabilidade internacional, o governo avalia que a exposição direta do Brasil ao conflito é limitada. O país é exportador de petróleo bruto e depende da importação de parte dos derivados consumidos internamente, especialmente diesel.

Ainda assim, a participação de países do Golfo Pérsico no fornecimento desses derivados ao Brasil é considerada relativamente pequena.

Aumento é investigado

A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), vinculada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), encaminhou um ofício ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). 

A solicitação teve como objetivo analisar os recentes aumentos nos preços dos combustíveis registrados em quatro estados e no Distrito Federal. O pedido foi motivado por declarações públicas de representantes de sindicatos do setor de Sindicombustíveis-DF, Sindicombustíveis Bahia, Sindipostos-RN, Minaspetro-MG e Sulpetro-RS.

De acordo com essas entidades, distribuidoras teriam elevado os preços de venda para os postos alegando a valorização do petróleo no mercado internacional, associada ao conflito no Oriente Médio.

Apesar dessas justificativas, até o momento a Petrobras não anunciou reajustes nos preços dos combustíveis comercializados em suas refinarias.

“Diante desse cenário, a Senacon solicitou que o Cade avalie a existência de possíveis indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência no mercado, e que podem indicar tentativa de influência à adoção de conduta comercial uniforme ou combinada entre concorrentes”, completou o MME.

Agência Brasil

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