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Carnaval 2025: turismo deve movimentar R$ 12 bi; aumento é de 2,1% em relação a 2024, diz CNC

A entidade prevê que o período leve à criação de 32,6 mil vagas de trabalho temporárias. O setor de bares e restaurantes oferecerá o maior número de postos (22,85 mil).

Gabriel Alves

11 de fevereiro de 2025 às 08:31   - Atualizado às 09:06

Carnaval de Olinda.

Carnaval de Olinda. Foto: Divulgação

O setor de turismo brasileiro deve movimentar R$ 12,03 bilhões em receitas decorrentes do carnaval deste ano, um aumento real de 2,1% em relação ao mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. A projeção é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

"Este crescimento está diretamente relacionado ao avanço no número de turistas estrangeiros, impulsionado pelo câmbio e pela diversidade de atrativos culturais do Brasil. Se confirmada a projeção, este será o melhor carnaval desde 2015", informou a CNC, em nota.

Os bares e restaurantes devem concentrar a maior fatia de receitas geradas pelo carnaval, R$ 5,4 bilhões, seguidos pelos serviços de transporte de passageiros (R$ 3,31 bilhões) e de hospedagem (R$ 1,28 bilhão). Os três segmentos somarão 83% do total movimentado pelo turismo no período.

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"A concentração de receitas em setores como alimentação, transporte e hospedagem mostra como o carnaval movimenta diretamente a economia local e favorece o fortalecimento do setor de serviços", declarou Fabio Bentes, economista responsável pelo estudo da CNC, em nota oficial.

Segundo Bentes, a desvalorização do real frente ao dólar "tem colocado o Brasil no radar dos viajantes internacionais". Dados da Embratur revelam que o Brasil alcançou um recorde de 6,66 milhões de turistas estrangeiros em 2024.

"A receita acumulada do turismo no ano passado também foi histórica, chegando a US$ 7,34 bilhões", diz a CNC.

Em fevereiro de 2024, o Brasil recebeu 833,31 mil turistas estrangeiros, e a CNC estima que esse número cresça a 4,8% em fevereiro de 2025, para um ápice de 868,46 mil visitantes, superando o recorde de 2018.

A entidade prevê que o carnaval leve à criação de 32,6 mil vagas de trabalho temporárias. O setor de bares e restaurantes oferecerá o maior número de postos (22,85 mil), seguido por hotéis, pousadas e similares (4,06 mil) e empresas de transporte (3,31 mil).

No entanto, a taxa de efetivação deve ser modesta, 7%, "refletindo a previsão de crescimento econômico mais moderado em 2025".

"Embora o contingente de trabalhadores temporários contratados tenda a ser maior para o carnaval de 2025, a taxa de efetivação deverá ser menor do que nos últimos anos. Em 2021 e 2022, em média 24% dos trabalhadores foram efetivados após o carnaval, em virtude da necessidade do setor de repor as vagas eliminadas durante as fases mais agudas da crise sanitária. Em 2023, tal porcentual recuou para 11% e, no ano seguinte, para 9%. Para este ano, a taxa de efetivação deve acusar novo recuo (7%), em virtude da expectativa de crescimento menor da economia em 2025 ", concluiu o estudo de Fabio Bentes.

Estadão Conteúdo

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