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BUTANTAN DESISTE de vacina BRASILEIRA contra o COVID-19 após resultado RUIM; entenda

O imunizante nacional, Butanvac, foi anunciado em março de 2021 e utilizaria uma tecnologia inovadora chamada "produção por inoculação em ovo embrionado".

Gabriel Alves

24 de agosto de 2024 às 09:06   - Atualizado às 09:32

BUTANTAN DESISTE de vacina BRASILEIRA contra o COVID-19 após resultado RUIM; entenda.

BUTANTAN DESISTE de vacina BRASILEIRA contra o COVID-19 após resultado RUIM; entenda. Foto: Instituto Butantan

O Instituto Butantan confirmou na sexta-feira, 23 de agosto, em nota oficial, que irá encerrar o desenvolvimento de imunizante contra a covid-19. Os estudos para a vacina estavam na chamada Fase II, que contava com testes em 400 voluntários. Porém, os resultados obtidos foram abaixo do desempenho esperado, ficando aquém de outras vacinas utilizadas no país.

"De acordo com a pesquisa, a Butanvac dobrou a quantidade de anticorpos contra a doença após 28 dias de sua aplicação, quando a meta esperada era que induzisse uma produção de anticorpos quatro vezes maior, número atingido por vacina já disponível à população", diz a nota. 

 

O Butantan havia acordado com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que o desempenho da nova vacina não deveria ser inferior ao dos imunizantes já utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para proteger a população contra a Covid. Por ficar aquém dos requisitos pré-estabelecidos, o instituto não dará sequência ao desenvolvimento da Butanvac.

“O ensaio clínico cumpriu o seu papel. No Butantan, temos respeito absoluto pelo processo e resultado científicos. Por isso, a população pode acreditar na gente. Quando dizemos que uma vacina é boa, é porque os estudos demonstraram isso. Nesse caso, o desfecho não demonstrou a imunogenicidade esperada. Por isso, interrompemos o seu desenvolvimento e seguimos no desenvolvimento de rotas mais promissoras", explica o diretor do instituto, o epidemiologista Esper Kallás, no comunicado.

A vacina era chamada internacionalmente de NDV-HXP-S e estava sendo desenvolvida em parceria com o Instituto de Vacinas e Biologia Médica do Vietnã e a Organização Farmacêutica Governamental da Tailândia, a partir de tecnologias que o instituto já dominava para a produção de vacina contra a gripe causada pelos vírus influenza e que utilizam ovos de galinha para produzir os antígenos.

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A Butanvac, primeira vacina brasileira contra a COVID-19, foi anunciada em março de 2021 e utiliza uma tecnologia inovadora chamada "produção por inoculação em ovo embrionado". Esse método emprega o vírus da Doença de Newcastle, que infecta aves, mas não causa sintomas em humanos. Dentro de ovos de galinha embrionados, o vírus se desenvolve, permitindo a produção da vacina.

Resultados positivos na fase 1

Durante a fase 1 dos testes clínicos, a Butanvac apresentou resultados promissores, com boas taxas de segurança e resposta imunológica. Menos de um terço dos participantes relatou efeitos adversos, e nenhum caso grave foi registrado, demonstrando o potencial da vacina.

Desafios com a falta de voluntários

Inicialmente, o estudo clínico da Butanvac estava previsto para começar e terminar em 2021, com duração de 17 semanas. No entanto, o rápido avanço da cobertura vacinal no Brasil a partir do segundo semestre daquele ano trouxe desafios inesperados. A falta de voluntários não vacinados, essenciais para determinar a segurança da vacina, atrasou a conclusão da fase 1.

Apesar de receber mais de 90 mil inscrições de voluntários, a maioria já não atendia aos critérios necessários para a pesquisa. Como solução, o Instituto Butantan expandiu as cidades participantes do estudo, permitindo a conclusão da fase 1 em 7 de fevereiro de 2022, quase sete meses após o início do estudo.

Agência Brasil

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