Lula ao lado de Haddad. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O Brasil atingiu números recordes de empregos formais, com cerca de 39,1 milhões de trabalhadores com carteira assinada (CLT) em 2025. No entanto, dados recentes mostram que o país possui mais beneficiários do Bolsa Família, aproximadamente 48,6 milhões de pessoas, segundo levantamento da Folha do Estado com base em dados do IBGE.
Este cenário coloca em evidência um contraste que tem chamado atenção da sociedade e da imprensa: embora o emprego formal esteja em alta, o número de pessoas que dependem de programas de transferência de renda continua maior que o de trabalhadores registrados.
É importante destacar que estar no Bolsa Família não impede o trabalho formal. Muitas famílias permanecem no programa durante um período de transição, mesmo após conseguirem emprego com carteira assinada. Além disso, boa parte dos empregos formais gerados recentemente foi ocupada por pessoas já inscritas no Cadastro Único, um sistema que organiza dados de famílias de baixa renda e que orienta a distribuição de benefícios sociais.
Segundo dados do governo, mais de 98% dos empregos gerados em 2024 foram preenchidos por pessoas do Cadastro Único, mostrando que programas sociais e mercado de trabalho podem coexistir de maneira complementar.
A diferença numérica entre beneficiários do Bolsa Família e trabalhadores CLT não significa que mais brasileiros vivem de auxílio do que trabalham. Existem milhões de brasileiros em empregos informais, autônomos e microempreendedores, que não entram nas estatísticas de carteira assinada.
Além disso, o programa Bolsa Família atua como uma rede de segurança social, oferecendo suporte a famílias em situação de vulnerabilidade e garantindo acesso à educação e à saúde. Muitos beneficiários saem do programa à medida que melhoram de renda ou conquistam emprego formal, o que mostra que o auxílio é transitório para grande parte das famílias.
O aumento de beneficiários levanta discussões sobre sustentabilidade fiscal e políticas sociais. Economistas apontam que transferências de renda podem reduzir a pobreza e estimular a economia, mas precisam ser combinadas com crescimento econômico sustentável para garantir manutenção no longo prazo.
A interpretação de que o crescimento do Bolsa Família seria resultado de decisões políticas ou aumento de impostos é uma opinião, não um dado comprovado. O fato é que o programa segue regras definidas por lei, e sua expansão recente está ligada a ajustes sociais e à pandemia, entre outros fatores.
O debate sobre Bolsa Família e mercado de trabalho exige análise cuidadosa de dados, contexto social e impacto econômico, evitando conclusões simplistas. Entender esses números é fundamental para políticas públicas mais eficientes e para um diálogo mais informado sobre emprego e assistência social no Brasil.
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Sorteio de 12/02 não teve ganhador dos sete números e distribuiu prêmios para milhares de apostas nas demais faixas.
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