Fenômeno climático El Niño Foto: Reprodução/NOAA
O Brasil deve se preparar para enfrentar os efeitos do fenômeno climático El Niño ainda em 2026. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) apontou nesta terça-feira (3) uma probabilidade de 40% de ocorrência entre maio e julho, reacendendo alertas sobre chuvas intensas, secas prolongadas e irregularidades no regime de precipitação em diferentes regiões do país.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico equatorial central e oriental, que interfere diretamente nos padrões climáticos globais. No território brasileiro, o fenômeno tende a provocar aumento das chuvas no Sul, escassez de precipitação no Norte e Nordeste e irregularidades no Centro-Oeste e Sudeste, onde se concentram os principais reservatórios hidrelétricos.
Segundo Celeste Saulo, secretária-geral da OMM, o monitoramento do fenômeno é fundamental para reduzir perdas econômicas e preparar setores sensíveis ao clima. “As previsões sazonais para El Niño e La Niña ajudam a planejar a agricultura, a saúde, a energia e a gestão hídrica. Elas salvam vidas e evitam milhões em prejuízos”, afirmou.
O alerta vem após o super El Niño de 2023-2024, um dos cinco mais intensos já registrados, que provocou enchentes, secas e prejuízos econômicos significativos em diversas partes do mundo, incluindo o Brasil. A experiência com esse episódio reforça a importância de ações preventivas, como controle de cheias, monitoramento de rios e planejamento agrícola adaptativo.
Agências meteorológicas internacionais, como a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA (NOAA), também indicam uma tendência de retorno do fenômeno entre julho e setembro, com probabilidade estimada entre 50% e 60%. Apesar das margens de incerteza, a convergência dos estudos aumenta a necessidade de atenção por parte do governo, empresas e população.
No Brasil, os impactos podem ser variados. Estados do Sul, como Rio Grande do Sul e Santa Catarina, podem enfrentar chuvas intensas, risco de deslizamentos e enchentes. No Norte e Nordeste, a previsão indica maior probabilidade de seca, afetando agricultura, abastecimento de água e geração de energia. Já regiões do Sudeste e Centro-Oeste podem registrar irregularidades pluviométricas, aumentando o risco de ondas de calor e escassez hídrica.
Especialistas alertam que, em um contexto de aquecimento global, os efeitos do El Niño tendem a se intensificar, exigindo planejamento integrado e políticas públicas de mitigação. “O retorno do El Niño em 2026 não é apenas um fenômeno climático; é um chamado à ação para que o Brasil minimize impactos econômicos e sociais”, conclui Saulo.
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