Lula e bolsa família Foto: Divulgação/Portal de Prefeitura
A dependência do Bolsa Família na economia brasileira apresentou queda em 2025, mas ainda permanece elevada em milhares de municípios.
Levantamento mostra que 2.639 cidades do país têm mais famílias beneficiadas pelo programa social do que pessoas com carteira de trabalho assinada, cenário mais concentrado nas regiões Nordeste e Norte.
Os dados são de reportagem do Poder360, que cruzou informações do Bolsa Família, compiladas pelo Ministério do Desenvolvimento Social, com números do emprego formal registrados no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).
Segundo o estudo, embora o número de municípios nessa condição ainda seja alto, há uma tendência de redução nos últimos três anos. Em 2023, mais da metade das cidades brasileiras (2.915) apresentava esse nível de dependência. Atualmente, são 2.639, o que representa uma queda de 9,5%.
A análise também indica que o Brasil possui 48,8 milhões de pessoas com emprego formal e 18,8 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família. Na prática, isso equivale a 38,6 beneficiários do programa para cada 100 trabalhadores com carteira assinada, considerando dados de fevereiro de 2026.
O maior nível de dependência foi registrado em janeiro de 2023, quando havia 49,6 auxílios para cada 100 vínculos formais de trabalho, no início da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ao longo de 11 meses de 2025, essa relação diminuiu, influenciada pela redução no número de benefícios pagos e pelo crescimento acelerado do emprego com carteira assinada. Já entre o fim de 2025 e o início de 2026, os indicadores passaram a apresentar estabilidade.
O Recife registrou um saldo positivo de apenas 752 empregos com carteira assinada em janeiro de 2026, um número ainda muito baixo frente ao desafio social de uma cidade onde quase 23% da população depende do Bolsa Família e de outros benefícios do governo para sobreviver.
Apesar de algum dinamismo nos setores de Construção Civil e Serviços, o resultado evidencia que a geração de empregos formais ainda não consegue atender à grande demanda da população mais vulnerável.
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