O ex-presidente não pôde viajar devido à retenção de seu passaporte por decisão do Supremo Tribunal Federal.
20 de janeiro de 2025 às 17:30 - Atualizado às 17:35
Bolsonro, Michelle e Eduardo Foto: divulgação
O ex-presidente Jair Bolsonaro PL afirmou na segunda-feira, 20 de janeiro, que está sendo representado na posse de Donald Trump, nos EUA, pelo seu filho Eduardo Bolsonaro (PL-SP), deputado federal. Já sua esposa, Michelle Bolsonaro (PL) "não trata desses assuntos", segundo ele, em entrevista ao jornal Auriverde Brasil na manhã desta segunda-feira, 20.
O ex-presidente acompanhou Michelle ao aeroporto de Brasília no sábado, 18 de janeiro, mas não pôde viajar devido à retenção de seu passaporte por decisão do Supremo Tribunal Federal STF.
De acordo com ele, Eduardo possui "confiança 100%" e uma relação próxima com a família de Trump. "Tá lá o Eduardo, que me representa, na verdade é meu filho. Tá lá com a Michelle nos Estados Unidos, que obviamente não trata desses assuntos. O Eduardo fala inglês, já tá dominando o árabe e tem boa relação com a família do Trump", afirmou.
Sobre Michelle, o ex-presidente classificou sua presença de Michele na posse como discreta: "Minha esposa está lá, fazendo o trabalho dela, muito discreto. Logicamente, eu queria estar ao lado dela", comentou. Ele continua, dizendo que "por isso a gente chora, por que não chora? Ou eu sou uma máquina? Eu tenho as minhas fraquezas".
O ex-mandatário tem acompanhado o evento por meio de videochamadas, como uma oração coletiva e um jantar de gala, que aconteceram na noite de domingo, 19 de janeiro.
No sábado, 18 de janeiro, Bolsonaro disse estar "chateado, abalado" e que enfrenta uma enorme perseguição política. Ele ainda afirmou que não tem a mínima preocupação em relação aos crimes apontados no indiciamento pela Polícia Federal PF, sobre uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
A decisão que impede a saída de Bolsonaro do País foi reforçada na última semana, quando o ministro Alexandre de Moraes, do STF, negou mais um pedido para a devolução de seu passaporte.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) também se manifestou contra a liberação do documento, argumentando que a viagem não atende a interesses vitais do ex-presidente.
Em sua decisão, Moraes apontou que Bolsonaro deve responder às investigações em curso no Brasil, mencionando que o ex-presidente vem defendendo a fuga do País e o asilo no exterior para os diversos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro.
Além de Eduardo Bolsonaro e a ex-primeira-dama, 21 parlamentares de oposição ao governo viajaram para a posse do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington.
Estadão Conteúdo
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