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Black Friday deve movimentar R$ 5,4 bilhões no comércio brasileiro em 2025, aponta CNC; saiba data

A projeção representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado, já descontada a inflação do período.

Ricardo Lélis

19 de novembro de 2025 às 18:40   - Atualizado às 18:40

Cuidados para não cair em cilada!

Cuidados para não cair em cilada! MrDM/Freepik

O comércio deve receber volume recorde de R$ 5,4 bilhões com a Black Friday deste ano, temporada de compras que terá como marco a sexta-feira da próxima semana (28). A estimativa é da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

A projeção da CNC representa crescimento de 2,4% em comparação com o ano passado (R$ 5,27 bilhões), já descontada a inflação do período.

O economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, explicou à Agência Brasil que a pesquisa não se refere a um dia específico, mas ao impacto ao longo do mês de novembro.

“Isso é uma característica da Black Friday brasileira”, diz.

A Black Friday já é a quinta data mais importante para o comércio, ficando atrás do Natal, Dia das Mães, Dia das Crianças e Dia dos Pais.

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Os setores que podem ter maiores vendas são:

  • hiper e supermercados: R$ 1,32 bilhão
  • eletroeletrônicos e utilidades domésticas: R$ 1,24 bilhão
  • móveis e eletrodomésticos: R$ 1,15 bilhão
  • vestuário, calçados e acessórios: R$ 950 milhões
  • farmácias, perfumarias e cosméticos: R$ 380 milhões
  • livrarias, papelarias, informática e comunicação: R$ 360 milhões

Influências

Ao apontar motivos para o volume recorde, a CNC lembra que a economia brasileira tem vivenciado desvalorização do dólar (que deixa produtos importados mais baratos), perda de força da inflação e crescimento de emprego e renda média do trabalhador.

A taxa de desemprego no país alcançou 5,6% no trimestre encerrado em setembro, o nível mais baixo já apurado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2002.

Por outro lado, a CNC aponta fatores que impedem um crescimento ainda maior nas vendas: o nível elevado dos juros e o patamar de famílias endividadas.

O estudo cita um levantamento do Banco Central que aponta taxa média de juros das operações de créditos livres destinadas às pessoas físicas em 58,3% ao ano, maior nível para essa época do ano desde 2017.

Em relação ao endividamento, a entidade representativa do comércio cita pesquisa própria que mostra 30,5% das famílias com contas em atraso.

Outro fator que pesa contra é a concorrência com o setor externo, por meio de importações. Ou seja, pessoas que preferem comprar de lojas estrangeiras.

Agência Brasil

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