No último domingo, 7 de junho, o jornalista José Roberto Burnier, conhecido apresentador da Rede Globo, viveu momentos de pânico ao ser atacado por um cão da raça pitbull durante um passeio rotineiro com seus animais de estimação.
O incidente ocorreu em plena via pública, onde o animal circulava de forma completamente irregular.
Segundo relatos do comunicador em suas redes sociais, uma mulher passeava com três cachorros, mas o de maior agressividade estava totalmente livre.
O pitbull avançou abruptamente, ferindo gravemente Burnier e uma de suas cadelas. Devido ao forte impacto das mordidas, o profissional precisou de atendimento médico hospitalar urgente, recebendo quatro pontos na mão, além de sofrer dolorosas escoriações na perna.
Burnier desabafou sobre a extrema irresponsabilidade de certos tutores e reforçou a obrigatoriedade da legislação estadual vigente, que exige o uso contínuo de guias e focinheiras para raças consideradas violentas, cobrando severa punição e conscientização de toda a sociedade.
A deputada federal Clarissa Tércio (PL-PE) anunciou em suas redes sociais a apresentação de um projeto de lei para regulamentar a criação de pitbulls no Brasil.
Segundo a parlamentar, a proposta busca garantir que apenas pessoas preparadas e responsáveis possam criar cães da raça.
“O objetivo não é demonizar a raça, até porque sou criadora e sei do seu potencial amoroso e leal, mas garantir que apenas pessoas preparadas e responsáveis possam criá-los”, escreveu Clarissa.
A iniciativa prevê exigências como uso obrigatório de focinheira em locais públicos, treinamento adequado, cadastro obrigatório dos donos e punição rigorosa para criadores que descumprirem as normas.
Dona de um pitbull há quatro anos, a deputada defendeu a necessidade de medidas de segurança para evitar ataques.
“Porém, muitos criadores não pensam assim e o resultado disso é uma série de ataques e, muitos deles, criminosos. E o que o poder público tem feito? Nada. Seguimos sem regras claras para a criação desses animais. Enquanto isso, crianças, idosos e até os próprios donos continuam sendo atacados”, afirmou.
Clarissa citou dados do Ministério da Saúde e destacou que, entre 2016 e 2023, o país registrou 248 mortes causadas por ataques de cães. Apenas em 2024, já ocorreram pelo menos 13 ataques, resultando na morte de seis pessoas.
A deputada reforçou a urgência da regulamentação.
“Frequentemente, somos surpreendidos com notícias chocantes de ataques mortais e isso por causa de criadores irresponsáveis. E nós precisamos dar um basta nisso”, concluiu.
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