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Anvisa proíbe venda de picolé com melatonina e suplemento de proteína; veja marcas

Segundo a agência, a medida se deu por conterem ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. 

Ricardo Lélis

26 de outubro de 2026 às 19:43   - Atualizado às 19:43

Picolé.

Picolé. (Foto: Reprodução / Freepik)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, nesta segunda, 26 de outubro, recolher e proibir a comercialização de dois produtos alimentícios, um picolé e um suplemento, por conterem ingredientes que não passaram por avaliação de segurança. 

O Picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0., fabricado pela empresa ABB Gelateria Ltda, está proibido porque ingredientes do produto, a melatonina e o inositol, foram autorizados apenas para uso em suplementos alimentares e em composto líquido pronto para consumo (inositol). 

A Anvisa determinou ainda o recolhimento do produto Body Strong Proetein, sabor cacau, da marca Equaliv. fabricado pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica. 

O suplemento alimentar contém peptistrong, que é uma proteína de fava hidrolisada, ingrediente que não passou, segundo a Anvisa, por avaliação de segurança para uso em alimentos. 

Na decisão, a Anvisa explica que houve publicidade irregular com a veiculação de alegações terapêuticas de "prevenção de sarcopenia" e "suporte nutricional para preservação da massa magra em pessoas que usam canetas emagrecedora (GLP-1)". 

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Como não houve ausência de regularização sanitária, a Anvisa suspendeu também a fabricação, a venda, a distribuição, a propaganda e o uso do produto.

Agência Brasil

Anvisa restringe polilaminina

A Anvisa estabeleceu novas restrições para o uso compassivo da polilaminina após receber notificações de nove mortes de pacientes que haviam recebido a substância experimental.

O produto é estudado para o tratamento de lesões na medula espinhal e ainda passa por investigações para avaliar sua segurança e eficácia.

A decisão provocou críticas da pesquisadora Tatiana Sampaio, responsável pelos estudos com a substância. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, ela afirmou que as novas exigências dificultam o acesso de pacientes ao tratamento experimental.

“[Agora] tudo depende de uma correria louca, que poucas pessoas conseguem cumprir”, declarou a pesquisadora.

Até o momento, a polilaminina foi aplicada em 119 pacientes, dos quais nove morreram posteriormente. Segundo o laboratório Cristália, responsável pelo desenvolvimento da substância, não há relação entre as mortes e as aplicações. A empresa também informou que os nove pacientes que morreram estavam fora do protocolo da pesquisa clínica.

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