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Ainda com áreas sem energia, Defesa Civil alerta para mais quatro dias de tempestades em São Paulo

Mais de 468 mil imóveis continuam sem energia na Região Metropolitana de São Paulo, de acordo com boletim atualizado pela Enel.

Cami Cardoso

13 de dezembro de 2025 às 12:05   - Atualizado às 12:22

Ainda com áreas sem energia, Defesa Civil alerta para mais quatro dias de tempestades em São Paulo

Ainda com áreas sem energia, Defesa Civil alerta para mais quatro dias de tempestades em São Paulo Foto: Jornal Nacional/ Reprodução

A Defesa Civil de São Paulo alerta para quatro dias de chuvas intensas e risco elevado de transtornos em todo o Estado, deste sábado, 13, até terça-feira, 16.O órgão prevê a continuidade do tempo instável nos próximos dias em razão da passagem lenta de uma frente fria. O comunicado foi emitido na sexta-feira.

Mais de 468 mil imóveis continuam sem energia na Região Metropolitana de São Paulo, de acordo com boletim atualizado pela Enel às 9h50 deste sábado, 13. Além disso, o prejuízo para bares, restaurantes e hotéis devido ao blecaute iniciado na última terça-feira, 9, pode chegar a R$ 100 milhões, de acordo com a Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp).

Segundo a entidade, 5 mil estabelecimentos foram afetados, incluindo locais na capital paulista, nos municípios da região do ABC, em Osasco, Itapecerica da Serra e em parte do interior. Os danos incluem perdas de alimentos, equipamentos e clientes.

Veja o que a Defesa Civil prevê para os próximos dias

Sábado: a instabilidade será mais intensa nas regiões sul, central e leste do Estado, onde são esperados os maiores acumulados de chuva. Com a chuva constante, aumenta o risco de alagamentos, enxurradas e outros transtornos, principalmente em áreas mais vulneráveis;

Domingo: a frente fria deve permanecer parada no litoral, mantendo o tempo fechado e a chuva frequente ao longo do dia. Os volumes tendem a subir gradualmente, deixando o solo encharcado. O risco de alagamentos e deslizamentos fica maior, especialmente em municípios mais suscetíveis. A orientação é que a população acompanhe os avisos oficiais e siga as recomendações da Defesa Civil;

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Segunda-feira: a frente fria começa a avançar lentamente em direção ao Rio de Janeiro, mas ainda mantém chuva persistente em várias regiões do Estado. Os acumulados de chuva continuam aumentando e o solo permanece bastante úmido. O risco de transtornos segue elevado, exigindo atenção redobrada de quem vive em áreas sujeitas a deslizamentos ou pontos de alagamento;

Terça-feira: a frente fria continua avançando para o Rio de Janeiro e favorece a entrada de ventos úmidos do mar. Essa circulação mantém a chuva na faixa leste do Estado, com acumulados em aumento. Como o solo já estará saturado pelos dias anteriores, o risco de transtornos generalizados, como deslizamentos, por exemplo, se torna ainda mais alto.


Defesa Civil também lista as regiões do Estado com maiores riscos

Muito altos

  • Regiões de Presidente Prudente e Marília
  • Regiões de Bauru e Araraquara
  • Regiões de Campinas e Sorocaba
  • Regiões de Itapeva e Registro


Acumulados altos

  • Baixada Santista
  • Vale do Paraíba
  • Serra da Mantiqueira
  • Litoral Norte
  • Região Metropolitana de São Paulo
  • Região de Ribeirão Preto
  • Região de Franca
  • Região de Barretos


Acumulados médios

  • Regiões de São José do Rio Preto e Araçatuba

Ultimato da Justiça de SP

A Justiça de São Paulo acolheu na sexta-feira, 12, uma ação civil ajuizada pelo Ministério Público e pela Defensoria Pública e determinou que a Enel restabeleça, em até 12 horas, a energia elétrica para os imóveis ainda afetados pelo apagão.

Em caso de não cumprimento da decisão, a Enel será penalizada com uma multa de R$ 200 mil por hora.

O blecaute se iniciou na última terça, 9, mas se intensificou na quarta, 10, após a passagem de fortes ventos pela capital e pela região metropolitana. Mais de 2,2 milhões de clientes chegaram a ficar no escuro e, até esta sexta, o problema persistia para cerca de 700 mil unidades.

A Enel, responsável pela distribuição de energia na Grande SP, informou em nota que a empresa ainda não foi intimada da decisão e que a concessionária trabalha de "maneira ininterrupta para restabelecer o fornecimento de energia ao restante da população que foi afetada pelo evento climático".

O vendaval, que chegou a 98 km/h, é efeito de um ciclone extratropical formado no sul do País e que avançou em direção à região Sudeste. Os ventos afetaram as operações nos aeroportos, que somaram centenas de voos cancelados.

O Corpo de Bombeiros registrou mais de 1,4 mil chamados para queda de árvore só na quarta-feira, 10 na região metropolitana; e a Sabesp, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo, informou que a falta de energia compromete o bombeamento de água e a distribuição do recurso para as residências.

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