A imagem ilustra Ciro Gomes fazendo uma crítica à Lula e Fernando Haddad. Foto: Divulgação
O ex-ministro da Fazenda e ex-candidato à Presidência, Ciro Gomes (PDT), fez duras críticas ao pacote fiscal anunciado pelo atual ministro da Fazenda do Governo Lula, Fernando Haddad (PT) (assista vídeo abaixo).
Segundo ele, as medidas representam um “truque muito mal feito” que, na prática, penaliza a população mais vulnerável enquanto protege os setores mais privilegiados da economia.
Ciro classificou como “falaciosa” a promessa de ajuste fiscal promovida pelo governo.
“É uma das mágicas mais fuleiras que já vi. O governo anunciou cortes, mas a realidade é um aumento no arrocho do salário mínimo, afetando diretamente aposentados, crianças com deficiência e idosos adoentados que recebem benefícios como o BPC”, afirmou.
Entre os pontos mais criticados, Ciro Gomes destacou a promessa do governo de isentar do imposto de renda quem ganha até R$ 5 mil mensais, que só deve se concretizar em 2026.
“A promessa saiu em todas as manchetes, mas não é para agora. Se acontecer, será lá na frente. O aumento da tributação sobre os mais ricos também ficou para 2026, e ainda duvido que seja implementado. Enquanto isso, o que está valendo agora é o corte do salário mínimo. A turma dos rentistas e dos banqueiros, que vive da agiotagem oficial, segue completamente tranquila”, declarou.
Outro ponto de ataque foi a previsão de cortes no orçamento para educação e cultura. Ciro Gomes citou a redução de R$ 42 bilhões destinados ao Fundeb e o corte de R$ 7 bilhões que atingiria a Lei Aldir Blanc, voltada para o incentivo cultural.
“O pacote vai economizar R$ 327 bilhões até 2030, mas metade disso vem dos mais pobres. São R$ 110 bilhões que sairão do salário mínimo e mais bilhões tirados da educação. E ninguém fala nada, nem a mídia”, finalizou.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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