Braga Netto conversando com manifestantes que pediam intervenção militar. Foto: Reprodução/Vídeo
A prisão do general Walter Braga Netto, determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), neste sábado, 14 de dezembro, intensificou as investigações sobre uma possível tentativa de golpe de Estado.
A Polícia Federal (PF) usou um vídeo gravado em 18 de novembro de 2022, durante um encontro com manifestantes no Palácio da Alvorada, como um dos elementos que reforçam as acusações contra o militar.
No registro, Braga Netto conversa com um grupo que clamava por intervenção militar e, apesar de inicialmente afirmar que não falaria com a imprensa, foi até conversar com os apoiadores.
Durante o diálogo, o general tentou acalmar os manifestantes. “O presidente [Bolsonaro] está bem. Está recebendo gente, sem problema nenhum, tá? Vocês não percam a fé. É só o que eu posso falar para vocês agora. Tá bom?”.
Quando uma manifestante lamenta a falta de respostas diante de manifestações em condições adversas, Braga Netto responde: “Eu sei, senhora. A senhora fica… Tem… Mas tem que dar um tempo, tá bom? Eu não posso conversar”.
A Polícia Federal interpretou o pedido de “dar um tempo” como um indício de que Braga Netto articulava ações contra a ordem democrática, apontando o general como peça central em um plano para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo relatório da investigação, seis dias antes desse diálogo, no dia 12 de novembro de 2022, Braga Netto teria organizado uma reunião em sua residência para alinhar as diretrizes do plano, conhecido pelo nome de “Copa 2022”.
De acordo com a PF, o encontro teria sido utilizado para traçar estratégias de vigilância e eventual prisão de Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A gravação da conversa no Alvorada foi citada no inquérito como mais um elemento de prova, sugerindo que o militar buscava manter os manifestantes mobilizados enquanto as ações golpistas avançavam.
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. O parecer foi rejeitado por 19 votos a 12, o que impediu a aprovação do relatório final e marcou o encerramento da CPMI do INSS sem consenso entre os membros.
Osmar Ricardo, presidente do Sindsepre, destaca que a decisão foi coletiva, consciente e necessária. Esclarece que na próxima segunda-feira (30) haverá uma nova assembleia.
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