04 de janeiro de 2024 às 11:51
Um ano após sair do Brasil, a ex-juíza Ludmila Lins Grilo revelou em um vídeo, publicado em uma rede social, que precisou deixar o país para morar nos Estados Unidos depois de sofrer perseguição política.
A ex-magistrada está nos EUA desde 2022 e se considera uma exilada.
"Sou, oficialmente, uma juíza brasileira em asilo político nos Estados Unidos", declarou.
Ela conta que chegou a realizar sua função na vara criminal em solo americano, por videochamada, a fim de cumprir sua agenda.
"No dia de meu afastamento do cargo, silenciei sobre minha condição de asilada política, pois eu ainda estava me documentando. Além disso, eu ainda tinha bens no país, e era necessário salvaguardá-los", contou.
No vídeo, Grilo diz documentou todos os atos persecutórios que ela sofreu por parte do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial pelo ministro Alexandre de Moraes, assim como pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e apresentou uma denúncia para as autoridades americanas.
"Já estou em contato com juristas e jornalistas americanos. Espero, daqui de fora, fazer o que vocês não podem mais fazer daí", enfatizou Ludmila Lins Grilo, alegando que vem juntando registros de ameaças, casos de contas bloqueadas e os ataques do STF para entregar aos profissionais da mídia e da Justiça no exterior.
"Todo aquele perseguido por ditaduras que escolhe permanecer no país é obrigado a colocar o rabinho entre as pernas e se calar para se proteger. Não é o meu caso. Contem comigo", disse.
Assista:
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06:23, 28 Mar
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A senadora também mencionou que acredita que o filho do ex-presidente é o candidato com mais chances de enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no pleito.
"Coloco meu nome à disposição com a responsabilidade de quem conhece de perto as necessidades do povo", disse o ex-prefeito de Goiana.
Durante a solenidade, foi destacada a relevância da atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura, especialmente sob a condução do ministro André de Paula.
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