Para o senador, a denúncia da PGR por tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente e outras 33 pessoas, não pode contaminar o ambiente político do parlamento.
Alcolumbre e Bolsonaro. Foto: Marcos Côrrea/PR
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União/AP), defendeu que o PL que prevê a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado, em tramitação na Câmara dos Deputados, não é um assunto dos brasileiros.
(veja vídeo abaixo)
“Isso não é um assunto que nós estamos debatendo. Quando a gente fala desse assunto em todo instante, a gente está dando, de novo, a oportunidade de nós ficarmos, na nossa sociedade, dividindo um assunto que não é um assunto dos brasileiros”, afirmou Alcolumbre.
Para o senador, a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) por tentativa de golpe de Estado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outras 33 pessoas, deve ser estritamente jurídico, sem contaminar o ambiente político do parlamento.
“Ter a compreensão e a confiança que no Judiciário isso se tratará dentro dos parâmetros estabelecidos pela legislação brasileira e pelas leis, com imparcialidade, com cautela. Não é adequado transformar isso em procedimento político”, completou.
Logo após a denúncia, aliados de Bolsonaro no Congresso intensificaram a articulação para pautar o PL da Anistia aos envolvidos no 8/1.
A denúncia diz que houve uma trama golpista liderada por Jair para permanecer no poder mesmo após a derrota nas urnas em 2022.
Estando incluindo planos para assassinar o presidente Lula, o vice, Geraldo Alckmin e Moraes.
Os envolvidos negam as acusações e defendem que há perseguição política. Em nota, a defesa do ex-presidente informou ter ficado “estarrecida e indignada com a denúncia”.
A nota diz que Bolsonaro:
“Jamais compactuou com qualquer movimento que visasse a desconstrução do Estado Democrático de Direito ou as instituições que o pavimentam”, disse o advogado.
Bolsonaro almoçou na terça (18), com a bancada do seu partido no Senado, e afirmou que aprovar a anistia dos presos é prioridade.
Os senadores do PL e do Novo se reúnem para um almoço toda terça-feira na Casa; desta vez, o encontro teve a presença de Bolsonaro. A conversa serviu para traçar estratégias sobre as pautas da oposição.
O encontro ocorreu em meio à expectativa da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o ex-presidente no caso da tentativa de golpe de Estado.
Na saída da reunião, o ex-presidente se irritou com perguntas sobre se tornar alvo de uma acusação formal da PGR e respondeu que espera "ter acesso aos autos", em referência ao processo que corre em sigilo.
"Olha para a minha cara, o que tu acha? Eu não tenho preocupação com as acusações, zero", afirmou.
Bolsonaro disse que, após conversar com o presidente do PSD, Gilberto Kassab, avaliou já ter apoio suficiente na Câmara para aprovar a anistia. Ele não mencionou a viabilidade de passar a proposta no Senado.
"Há dez dias eu conversei com o Kassab. O que eu sinto conversando com parlamentares como os do PSD, a maioria votaria favorável. Acho que na Câmara já tem quórum para aprovar a anistia", declarou o ex-presidente a jornalistas.
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