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Vice-prefeita PM assume cidade após gestor municipal ser afastado em investigação de corrupção

Antes, a vice construiu carreira na Polícia Militar, onde ingressou em 2005, foi promovida a cabo em 2016 e, depois, a sargento, por meio do Curso de Formação.

Gabriel Alves

14 de agosto de 2025 às 18:58   - Atualizado às 19:01

Vice-prefeita PM e prefeito afastado.

Vice-prefeita PM e prefeito afastado. Fotos: Reprodução. Edição: Portal de Prefeitura

Com o afastamento de Marcelo Lima (Podemos) após operação da Polícia Federal nesta quinta-feira, 14 de agosto, a vice-prefeita Jéssica Cormick assumiu a Prefeitura de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Jéssica entrou para a política em 2024, ao compor a chapa de Lima. Antes, construiu carreira na Polícia Militar, onde ingressou em 2005, foi promovida a cabo em 2016 e, depois, a sargento, por meio do Curso de Formação de Sargentos. Sem experiência prévia na administração pública, iniciou um MBA em Governança Pública após ser eleita vice-prefeita.

A escolha de Jéssica para a chapa ocorreu após o ex-prefeito Orlando Morando (PSDB) decidir apoiar sua sobrinha, Flávia Morando (PSDB), como candidata à sucessão municipal. Lima, então vice de Orlando, optou por disputar a eleição pelo Podemos com uma chapa própria.

Prefeito afastado

O prefeito de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, Marcelo Lima (Podemos), foi afastado do cargo por um ano em uma investigação de corrupção da Polícia Federal.

Ele terá que usar tornozeleira eletrônica e está proibido de frequentar a prefeitura. Dois vereadores também são investigados O Estadão pediu manifestação da prefeitura.

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Policiais federais cumprem nesta quinta-feira, 14 de agosto, dois mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão na cidade para aprofundar o inquérito.

Uma das ordens de prisão é para Paulo Iran Paulino Costa, apontado como operador financeiro de propinas. Ele está foragido.

Costa é assessor parlamentar no gabinete do deputado estadual Rodrigo Moraes (PL) desde 2022.

As investigações começaram em julho de 2025, a partir da apreensão de R$ 14 milhões em espécie no apartamento do servidor. A PF classificou o imóvel como um "verdadeiro bunker" de dinheiro.

Os policiais federais também encontraram no endereço comprovantes de pagamento de uma fatura do cartão de crédito do prefeito e de uma conta telefônica em nome da primeira-dama. Havia ainda crachás de veículos para acesso à sede da prefeitura

Paulo Iran Paulino Costa é descrito como "um agente central na arrecadação e distribuição de valores provenientes de diversas empresas que possuem contratos com a prefeitura de São Bernardo do Campo".

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