Vereadores de Camaragibe Foto: Divulgação
Vereadores de Camaragibe protocolaram, nesta terça-feira, 7 de janeiro, uma denúncia no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) contra o prefeito Diego Cabral (Republicanos), por supostos crimes de responsabilidade.
Para os parlamentares, embora diplomado, o gestor não foi empossado, os levando a tomar essa medida, que segundo eles, serve para garantir a transparência e o respeito às leis no município.
Um episódio conturbado marcou a posse e a eleição da nova presidência da Câmara Municipal de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, na quarta-feira, 1º de janeiro.
Em entrevista exclusiva ao Portal de Prefeitura, o vereador Paulo André (PSB), que foi eleito presidente da Casa em meio ao tumulto, responsabilizou o chefe do Poder Executivo por orquestrar o fechamento do prédio da Câmara, visando impedir a realização da sessão.
De acordo com Paulo André, os vereadores foram surpreendidos ao encontrar os portões da Câmara trancados com correntes e cadeados, além de agentes da Guarda Municipal na entrada, barrando o acesso dos parlamentares.
Segundo os guardas, a ordem era de que ninguém poderia entrar no edifício. Paulo André acusa o novo gestor municipal de ser o responsável pela determinação, alegando que a manobra visava inviabilizar a eleição da mesa diretora da Casa, na qual ele seria candidato à presidência.
O clima de tensão escalou quando os vereadores, sem conseguir acessar o prédio, decidiram registrar um boletim de ocorrência na delegacia local.
Após o retorno, tentaram romper as correntes para realizar a sessão. No entanto, foram contidos pelos agentes da Guarda Municipal, que permaneceram no local para proteger o edifício.
Inclusive, em um dos vídeos é possível ver quando os guardas utilizam spray de pimenta para conter os vereadores. De acordo com Paulo André, teve um vereador que ficou com os olhos irritados e precisou ser socorrido pa ra uma unidade hospitalar.
A situação gerou grande repercussão, especialmente nas redes sociais, onde circularam notícias de que Paulo André teria agredido os guardas municipais durante o episódio.
O parlamentar negou as acusações, afirmando que há vídeos disponíveis nas redes sociais que comprovam sua conduta.
“É só observar os vídeos e ver que em nenhum momento eu agredi alguém”, declarou.
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O resultado foi confirmado durante a apuração da Justiça Eleitoral. Com 98,16% das urnas totalizadas, Raquel registrava 53,28% dos votos válidos, enquanto João Campos tinha 44,78%.
Os candidatos integraram a mesma aliança, a Frente Popular de Pernambuco. A estratégia garantiu a eleição de ambos, que se juntarão à senadora Teresa Leitão (PT) em Brasília.
Até às 20h51, 99,87% das urnas haviam sido totalizadas, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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