Vereadores recém chegados na base de Raquel Lyra, Agora É Rubem e Flávia de Nadegi. Foto: Divulgação
A ausência dos vereadores Agora É Rubem (PSB) e Flávia de Nadegi (PV) durante a votação do pedido de impeachment do prefeito do Recife, João Campos (PSB), chamou atenção nesta terça-feira, 3 de fevereiro.
A Câmara Municipal analisou o pedido em sessão plenária e rejeitou a abertura do processo por 25 votos contrários, nove favoráveis e uma abstenção. Mesmo com a relevância política da votação, os dois parlamentares não registraram presença no momento da decisão.
A situação ganhou destaque porque ambos haviam anunciado recentemente alinhamento político com a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), considerada uma das principais adversárias políticas de João Campos. A mudança de posicionamento reforçou expectativas sobre como cada vereador se comportaria na votação do impeachment, especialmente diante do clima de disputa política no estado.
Apesar de não votar no pedido de impeachment, o vereador Agora É Rubem assinou a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) relacionada ao caso que motivou o pedido de impeachment. Já a vereadora Flávia de Nadegi não assinou a CPI e também não compareceu à votação.
O cenário reforçou a atenção sobre o comportamento dos parlamentares que deixaram a base de João Campos para integrar o grupo político estadual liderado por Raquel Lyra.
O pedido de impeachment analisado pelos vereadores surgiu após iniciativa do vereador Eduardo Moura (Novo). O parlamentar protocolou o documento no início de janeiro e defendeu que a Câmara deveria apurar uma nomeação realizada pela gestão municipal em concurso público para procurador do Recife. A Procuradoria da Casa aceitou o protocolo e autorizou que o tema avançasse até o plenário.
Segundo o documento apresentado, a controvérsia envolve a ordem de classificação do concurso e o preenchimento de vagas destinadas a candidatos com deficiência. O texto sustenta que o ato administrativo teria desrespeitado critérios previstos no edital e poderia ferir princípios da administração pública, como legalidade e impessoalidade. A acusação motivou o debate político dentro e fora da Câmara ao longo dos dias que antecederam a votação.
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