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Vereadora do PT Recife sofre ameaça de morte após ironizar prisão de Bolsonaro

A parlamentar afirmou que vai responder ao ódio com mais trabalho e resistência política.

Redação

01 de outubro de 2025 às 15:50   - Atualizado às 16:57

Liana Cirne, vereadora do PT Recife, e Jair Bolsonaro, ex presidente.

Liana Cirne, vereadora do PT Recife, e Jair Bolsonaro, ex presidente. Foto: Divulgação

Na terça-feira, 30 de setembro, a vereadora do Recife Liana Cirne (PT) denunciou que recebeu novas mensagens de ódio em suas redes sociais. Entre os comentários, estavam ameaças explícitas de morte, além de ironias relacionadas à violência policial sofrida por ela em 2021, durante um protesto.

“Vamos mostrar pra ela o carro da funerária que vai levar ela”, dizia um dos comentários direcionados à vereadora.

A frase foi publicada em resposta a um vídeo em que Liana apareceu segurando uma mini viatura de brinquedo para ironizar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por crimes ligados à tentativa de golpe de Estado em 2022.

Nas mensagens, além da ameaça, apoiadores também fizeram chacota sobre o episódio em que Liana foi atingida por spray de pimenta por policiais militares, em junho de 2021, quando defendia trabalhadores durante uma manifestação no Recife.

Em reação, a vereadora usou suas redes sociais para reforçar que não se intimida. A parlamentar destacou que os ataques se intensificaram nos últimos dias, mas garantiu que seguirá sua atuação parlamentar com foco em direitos humanos, democracia e defesa da população recifense. Liana afirmou que responde ao ódio com mais trabalho e resistência política.

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“O carro que vai levar Bolsonaro para a cadeia”

As ameaças ocorreram após a publicação de um vídeo no perfil da vereadora, na última quinta-feira, 25 de setembro. Na gravação, Liana apareceu segurando uma viatura de brinquedo e ironizou Bolsonaro ao dizer que seria “o carro que vai levar Bolsonaro para a cadeia”.

O gesto aconteceu poucos dias depois de o STF condenar Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão em regime inicial fechado. A decisão foi tomada pela Primeira Turma da Corte, que considerou o ex-presidente culpado por cinco crimes.

Segundo o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, Bolsonaro violou a ordem judicial que proibia o uso de redes sociais, inclusive por meio de terceiros, quando participou de um ato político por meio de mensagem lida pelo filho, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A quebra da medida cautelar levou Moraes a determinar a prisão domiciliar do ex-presidente, decretada em 4 de agosto, além do confisco de seu celular.

 

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