Pernambuco, 13 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Vereador Felipe Alecrim diz que "bebê no ventre materno não pode pagar pelo crime que não cometeu"

Parlamentar defende que o aborto não seja reconhecido como um direito.

Jameson Ramos

27 de março de 2025 às 10:20   - Atualizado às 10:38

Vereador Felipe Alecrim durante discurso na Câmara do Recife

Vereador Felipe Alecrim durante discurso na Câmara do Recife Foto: Divulgação

O vereador do Recife, Felipe Alecrim (Novo), afirmou, durante votação de requerimento para apoiar um projeto de lei federal que visa impedir que o aborto seja reconhecido como um direito, mesmo nos casos em que as mulheres tenham sido vítimas de estupro, que o direito à vida é inalienável. "O criminoso tem que estar na cadeia e sobre ele o peso da lei. Agora, um bebê no ventre materno não pode pagar com a sua própria vida pelo crime que outra pessoa cometeu. Criança no ventre materno não é monstro”, disse. (Confira o vídeo abaixo)

O projeto apoiado por Alecrim visa impedir que o  aborto seja reconhecido como direito, sem previsão de limite de tempo gestacional, durante todos os nove meses da gravidez, até o momento do parto. O PLO 1904/2024, que tramita na Câmara dos Deputados e Senado, é de iniciativa do deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ).

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Debate acalorado

Com cartazes e gritos de palavras de ordem, centenas de pessoas ocuparam as galerias do plenário da Câmara Municipal do Recife, na manhã da terça, 25 de março, para acompanhar a votação de um requerimento que trata de uma moção de apoio a proposições que tramitam na Câmara dos Deputados, em Brasilia (DF) e dizem respeito ao aborto. Na Casa de José Mariano, um longo debate ocorreu até a votação de forma nominal do requerimento número 978/ 2025, de autoria do vereador Gilson Machado Filho (PL), que foi rejeitado por 17 votos contrários, 9 favoráveis e uma abstenção. Além do autor, outros nove parlamentares ocuparam a tribuna para discutir o assunto e foram apartados.

O requerimento concede moção de apoio ao projeto de decreto legislativo (PDL) número 3/2025, que susta os efeitos da resolução número 258, de 23 de dezembro de 2024, do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda), e ao projeto de lei federal número 1904/2024.

Ao iniciar a defesa do seu requerimento, o vereador Gilson Machado Filho apresentou argumentos religiosos. “Vou começar aqui [falando] sobre um dos 10 mandamentos: a vida humana deve ser respeitada e protegida de forma absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de existência do ser humano deve ser garantido o direito da pessoa, entre os quais o direito à vida”. Dirigindo-se aos manifestantes das galerias, ele disse que “estas pessoas que estão aqui, hoje, reclamando contra o requerimento, tiveram direito à vida. Por isso estão aqui”.

Veja Também

Bancada feminina

Depoimentos fortes e emocionados marcaram os discursos das vereadoras presentes à reunião Ordinária, que se manifestaram contra o requerimento. A primeira a falar foi a vereadora Jô Cavalcanti  (PSOL) que disse que o direito ao aborto já é previsto na legislação brasileira. “A Lei é do ano de 1940, um direito ao aborto legal e o que está acontecendo é uma politização dessa pauta em nível nacional e estão trazendo aqui para essa Casa. A gente sabe que tem um projeto que está criminalizando principalmente essas mulheres, crianças e pessoas que gestam”, reclamou. Um dos trechos polêmicos do projeto de lei 1904/ 2024, do deputado federal Sóstenes Cavalcante, equipara o aborto praticado a partir da 22ª semana de gestação ao homicídio.

Ao discutir o assunto, a vereadora Kari Santos (PT) também declarou o seu voto contrário ao requerimento analisado na Câmara do Recife por “entender a importância de defender a vida das crianças, adolescentes e mulheres” vítimas de violência sexual. “Eu trago um dado aqui no Brasil, entre 2012 e 2022, mais de 100 mil meninas de 10 a 14 anos ficaram grávidas após serem estupradas”, lamentou.  

Também em aparte, a vereadora Flávia de Nadegi (PV) lembrou que a Frente Parlamentar em Defesa da Primeira Infância foi aprovada por unanimidade na Câmara do Recife. “Em fevereiro a gente decidiu acolher as crianças. A gente não pode dar um passo para trás e ser contra a resolução do Conanda. Significa que a gente está sendo contra uma atitude que nós mesmos tivemos: de proteger as nossas crianças”.

Ao ocupar a tribuna da Câmara, a vereadora Cida Pedrosa (PCdoB) frisou que a resolução do Conanda tem como intuito proteger crianças vítimas desse tipo de violência. Lembrou que o Brasil registra cerca de 11 mil partos anuais de meninas com menos de 14 anos e salientou que esses abusos são enquadrados como estupro de vulnerável. A vereadora Natália da Menudo (PSB) questionou a forma como algumas pessoas discorrem sobre o estupro de meninas: “E se fosse com a sua filha?” indagou.

Do Portal com informações da Câmara do Recife
 

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

20:13, 13 Fev

Imagem Clima

26

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes.
Parecer

Caso Master: PF prepara relatório sobre menções a Moraes no celular de Vorcaro, revela jornal

Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.

Lula será enrendo de carnaval.
Carnaval

Dois atores recusam convite para interpretar Lula em desfile da Acadêmicos de Niterói

A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.

Priscila Krause e Raquel Lyra.
Festejo

Raquel Lyra acompanha abertura do Carnaval no Recife e em Olinda e destaca rerforço na segurança

Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.

mais notícias

+

Newsletter