Vereador Ernane Aleixo. Foto: Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu, nesta terça-feira, 25 de novembro, o vereador Ernane Aleixo (PL), de São João de Meriti, sob suspeita de manter relações com o Terceiro Comando Puro (TCP).
A ação ocorreu durante a Operação Muro de Favores, que mira uma estrutura criminosa responsável por influenciar serviços públicos e movimentações políticas na Baixada Fluminense. Os agentes chegaram ao imóvel do parlamentar no início da manhã e quebraram o portão para cumprir o mandado. Outras quatro pessoas também foram detidas ao longo da operação.
As investigações apontam que Ernane Aleixo, que terminou as eleições de 2024 como o terceiro candidato mais votado da cidade, teria oferecido apoio logístico e estrutural ao grupo criminoso. Segundo a polícia, áudios e mensagens analisados durante o inquérito indicam que ele teria disponibilizado maquinário usado na construção de barricadas em Vilar dos Teles. As barreiras dificultavam o acesso das forças de segurança e travavam serviços essenciais em áreas dominadas pela facção.
O delegado Vinícius Miranda afirmou que identificou elementos que reforçam a existência de uma relação de troca entre o vereador e integrantes do TCP. O investigador explicou que o uso de equipamentos que aparentam ter vínculo com a administração pública aumenta a gravidade das suspeitas. No interior da residência do parlamentar, os agentes apreenderam dinheiro em espécie, que agora passa por análise para rastreamento de origem.
A Operação Muro de Favores mobilizou equipes da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro. Os investigadores cumpriram oito mandados de prisão e 36 de busca e apreensão, todos expedidos pela 2ª Vara Criminal de São João de Meriti. A iniciativa faz parte da estratégia Barricada Zero, adotada pelo governo estadual para desmontar bloqueios instalados por facções e recuperar o controle de territórios dominados pelo crime.
Os policiais afirmam que o TCP mantinha articulações com políticos locais para consolidar sua atuação em regiões como Trio de Ouro, em Meriti, e Guacha e Santa Tereza, em Belford Roxo. Os investigadores analisam elementos que sugerem que Ernane teria participado de negociações de vagas de emprego em um hospital da Baixada em troca de apoio político. Esse tipo de arranjo, segundo as equipes envolvidas na operação, ajudaria a facção a ampliar sua influência sobre moradores e sobre a dinâmica de serviços públicos.
O núcleo investigado era liderado por Marlon Henrique da Silva, conhecido como Pagodeiro, preso em 2023 e apontado como braço direito de Geonário Fernandes Pereira Moreno, o Genaro, considerado uma das principais lideranças do TCP na Baixada Fluminense. Pagodeiro assumiu ter matado três pessoas durante um confronto entre grupos rivais há dois anos, incluindo uma mulher. Nesta terça-feira, os agentes também prenderam Luciana Adelia Theofilo, companheira de Pagodeiro, acusada de auxiliar na estrutura financeira do grupo.
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