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Venezuela diz que ofensiva dos EUA seria "calamidade" e promete resposta preparada

A fala responde ao envio de navios de guerra dos EUA ao mar do Caribe, área que banha a costa venezuelana.

Fernanda Diniz

30 de agosto de 2025 às 17:04   - Atualizado às 17:15

Maduro com exército venezuelano.

Maduro com exército venezuelano. Foto: Reprodução

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou neste sábado (30) que uma ofensiva dos Estados Unidos contra Caracas seria um erro com efeitos regionais e uma "calamidade" para Washington.

Em vídeo publicado nas redes sociais, durante ato de alistamento militar na refinaria El Palito, no Estado de Carabobo (costa centro-norte do país), ela declarou:

"Senhores falcões dos Estados Unidos, acalmem-se, tranquilizem-se, porque vão causar um grande dano ao seu próprio país. A Venezuela estará pronta e preparada. O povo venezuelano está pronto e preparado."

A fala responde ao envio de navios de guerra dos EUA ao mar do Caribe, área que banha a costa venezuelana, sob o argumento de reforçar operações contra o narcotráfico.

O movimento elevou o tom do confronto retórico entre Caracas e o governo de Donald Trump.

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No plano diplomático, Nicolás Maduro enviou carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, classificando a mobilização norte-americana como "ameaça sem precedentes" à paz regional e alegando violações de tratados internacionais.

Em paralelo, o presidente venezuelano ordenou o alistamento de milicianos e apareceu de farda em visitas a tropas, dizendo defender "a paz e a soberania nacional".

A escalada verbal ocorre após Washington classificar o grupo venezuelano Tren de Aragua e o cartel mexicano de Sinaloa como "organizações terroristas globais".

O Departamento de Estado mantém recompensa de US$ 50 milhões por informações sobre autoridades venezuelanas acusadas de narcotráfico, incluindo o próprio Maduro.

Rodríguez afirmou que a Venezuela enfrenta "guerra psicológica, financeira e comunicacional" e acusou as sanções americanas de causar prejuízos bilionários ao setor petroleiro nacional.

"Quem promove a guerra desde o norte deve entender que a Venezuela não é uma ameaça, mas uma esperança", declarou a vice-presidente, classificando a defesa do país como "legítima, pacífica, mas decidida".
 

Estadão Conteúdo 

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