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Vaticano recusa convite de Trump e diz que não vai participar do Conselho de Paz para Faixa de Gaza

Alguns países europeus, como França, Espanha e Suécia, também decidiram não participar da iniciativa.

Redação

18 de fevereiro de 2026 às 10:16   - Atualizado às 10:23

Papa Leão e Donald Trump.

Papa Leão e Donald Trump. Foto: Divulgação

O Vaticano confirmou na terça-feira, 17 de fevereiro, que não participará do chamado Conselho de Paz para a Faixa de Gaza, iniciativa promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A informação foi dada pelo secretário de Estado da Santa Sé, o cardeal Pietro Parolin, após reunião realizada na Embaixada da Itália junto à Santa Sé.

Parolin explicou à imprensa que a Santa Sé decidiu recusar o convite por considerar que a natureza da iniciativa não se equipara à dos demais Estados participantes. Ele afirmou que o Vaticano analisou a proposta, mas entendeu que existem características específicas que diferenciam sua posição no cenário internacional.

No dia 21 de janeiro, o Vaticano informou que o papa Leão XIV havia recebido o convite do governo dos Estados Unidos e que a proposta estava sob avaliação. A confirmação da recusa encerra o período de análise mencionado anteriormente.

Durante a conversa com jornalistas, Parolin declarou que reconhece a importância de buscar respostas para o conflito, mas ressaltou que há pontos que geram dúvidas e exigem esclarecimentos. Ele destacou que a Santa Sé identificou questões consideradas críticas dentro da proposta apresentada.

O Conselho de Paz realizará a primeira reunião nesta quinta-feira (19), em Washington. A organização do encontro prevê a participação de pelo menos 35 chefes de Estado e de Governo. Entre os confirmados estão os líderes de Israel, Argentina e Egito. Alguns países europeus, como França, Espanha e Suécia, decidiram não participar da iniciativa.

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A Itália confirmou presença como observadora no encontro. O ministro das Relações Exteriores italiano, Antonio Tajani, defendeu a participação do país e afirmou que não existem alternativas viáveis à proposta apresentada pelos Estados Unidos. Ele declarou que uma ausência italiana seria politicamente difícil de explicar, embora não tenha informado quem chefiará a delegação na reunião.

Parolin reforçou que o Vaticano reconhece a importância de iniciativas que busquem soluções, mas destacou que a instituição avalia cuidadosamente cada convite à luz de sua missão e de sua posição singular no cenário global. A recusa não altera o interesse da Santa Sé em acompanhar os desdobramentos relacionados ao conflito.

 

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