O presidente do Progressistas afirmou que o estatuto da federação com o UB deve ser fechado no dia 9 de julho e que o primeiro item de discussão será a proibição de qualquer filiado participar do atual governo.
Ciro Nogueira e Antônio Rueda, presidentes do PP e União Brasil, respectivamente. Foto: Divulgação
Sem caminhos claros para impedir a saída do União Brasil e do PP da base governista, lideranças do governo federal se dividem entre relevar o movimento dos atuais aliados e reclamar do que consideram um erro capital na divisão da Esplanada.
Na quarta-feira, 11 de junho, em pleno Salão Verde da Câmara, os presidentes dos dois partidos fizeram um prenúncio do rompimento com o Planalto quando fizeram oposição à medida provisória que visa compensar o recuo na alta do IOF.
União Brasil e PP estão a caminho de formalizar uma federação, a União Progressista, e passarão a funcionar como um só partido em 2026. Juntas, as siglas comandam quatro ministérios no governo Lula. Caso mantenham os quadros atuais, elas contarão com 109 deputados e 13 senadores, tornando-se a maior bancada da Câmara e a terceira do Senado.
De acordo com o Metrópoles, na avaliação de caciques do PT, o governo fez acordos mal amarrados durante o período de transição. Eles reclamam que Lula entregou três pastas ao União Brasil, sem compromisso claro do apoio da sigla no Congresso. Outra ala petista acredita que ainda há tempo para convencer alas dos partidos a permanecerem na atual gestão, visando o projeto de reeleição do presidente em 2026.
A expectativa do governo, agora, é manter o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), alinhado ao Planalto. Ele ajudou a base governista em temas como anistia, CPMI e IOF, ao mesmo tempo em que avançou com mais espaço no governo.
O presidente do Senado tem um ministro considerado “intocável”, Waldez Góes (Integração Regional), e agora tem um indicado também na Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). Alcolumbre aguarda, ainda, indicações suas para agências ligadas ao Ministério de Minas e Energia. Uma lua de mel quase perfeita.
Proibição de participar do governo após federação
O senador Ciro Nogueira (PI), presidente do PP e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou na quarta que o estatuto da federação deve ser fechado no dia 9 de julho e que o primeiro item de discussão será a proibição de qualquer filiado participar do atual governo.
A fala dele foi aplaudida por parte da bancada que acompanhava o discurso, mas sem reação expressa do presidente do União Brasil, Antônio Rueda, cujo partido tem três ministérios na Esplanada.
Ainda de acordo com o Metrópoles, nos bastidores, caciques de ambas as siglas afirmaram que avisaram ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que se pronunciariam publicamente contra a MP. Eles quiseram dar o recado de que a sequência seria um desembarque do governo Lula.
Na prática, a federação que tenta se colocar como uma força de centro-direita usou a crise do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para marcar posição política.
Da redação do Portal de Prefeitura com informações do Metrópoles
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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