Urna Eletrônica Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Uma mensagem que voltou a circular em aplicativos distorce o funcionamento da urna eletrônica ao afirmar que votos em branco para determinados cargos poderiam anular a votação para o cargo de presidente da República. A informação é falsa. O sistema registra cada escolha separadamente, sem que o voto dado a um cargo interfira nos demais.
A eleitora ou o eleitor pode votar em apenas um cargo e deixar os demais votos em branco ou nulos, se essa for sua vontade. A urna eletrônica contabiliza cada voto de forma individual e independente para cada função em disputa.
Votar em branco ou anular o voto em um dos cargos não invalida os votos válidos registrados para as outras escolhas feitas na urna.
O voto em branco ocorre quando se pressiona a tecla “Branco”, seguida de “Confirma”. Já o voto nulo é registrado quando se digita um número inexistente e se confirma a escolha. Nenhum dos dois é contabilizado entre os votos válidos, e ambos são considerados apenas para fins estatísticos. Esses votos também não podem ser “transferidos” para candidatos ou partidos políticos.
Uma peça de desinformação que circula em aplicativos de mensagens, atribuída a um suposto mesário, afirma que seriam computados apenas os votos “completos”, ou seja, aqueles em que a eleitora ou o eleitor escolhe candidatos para todos os cargos em disputa.
O boato sustenta que, caso a pessoa vote apenas para presidente e deixe os demais cargos em branco, a escolha seria considerada “parcial” e acabaria totalmente anulada.
A urna eletrônica não exige que a eleitora ou o eleitor vote em todos os cargos para que as escolhas realizadas sejam contabilizadas. Cada voto é processado separadamente pelo sistema da Justiça Eleitoral.
Por isso, votar em branco ou nulo para deputado, senador ou governador não interfere na validade do voto para presidente. O mesmo vale no sentido contrário. A escolha para presidente não afeta os votos registrados para os demais cargos.
Também não há comprovação de que a informação tenha sido repassada por instrutoras ou instrutores responsáveis pelo treinamento de mesários. Da mesma forma, não é possível confirmar que a mensagem tenha sido realmente enviada por um mesário, como afirma o conteúdo.
Nas Eleições 2026, a votação na urna eletrônica seguirá uma sequência predefinida de cargos. Para facilitar o processo na cabine e agilizar a votação, a Justiça Eleitoral recomenda que a população leve anotados, em papel, os números das candidaturas de sua preferência.
O uso de telefone celular é proibido dentro da cabine de votação. Por isso, a tradicional “colinha” em papel é uma alternativa para consultar os números das candidaturas no momento do voto.
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O levantamento do TSE mostra que o descumprimento de requisitos formais previstos na legislação eleitoral é o principal motivo dos indeferimentos.
O ministro considerou que, como candidato a deputado por Santa Catarina, Zé Trovão não tem legitimidade para questionar um fato relacionado à eleição presidencial.
A ferramenta é gratuita e está disponível nas lojas oficiais de aplicativos para celulares Android e iOS. Também é possível baixar no site do tribunal.
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