Donald Trump, líder da Casa Branca, e Lula. Fotos: Casa Branca/Flickr e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira, 1º de agosto, que o presidente Lula pode entrar em contato com ele "a qualquer momento" para tratar das tarifas impostas aos produtos brasileiros e de outros conflitos comerciais entre os dois países.
Durante entrevista concedida a jornalistas no jardim da Casa Branca, Trump declarou:
"Ele pode falar comigo quando quiser. Vamos ver o que acontece, eu amo o povo brasileiro", e acrescentou: "as pessoas que governam o Brasil fizeram a coisa errada".
As declarações ocorrem após a oficialização, na última terça-feira (30), de tarifas de 50% sobre diversos produtos brasileiros. Segundo o governo dos EUA, a medida foi tomada como resposta a uma "emergência nacional" provocada pelas ações e políticas "incomuns" e "extraordinárias" do Brasil.
Apesar da medida, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços informou que cerca de 44,6% das exportações brasileiras ficaram isentas do tarifaço.
Uma lista com cerca de 700 produtos – como aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro – continuará sujeita à tarifa de 10%, anunciada anteriormente em abril.
Na quinta-feira (31), Trump assinou uma ordem executiva que impõe tarifas entre 10% e 41% a diversos países. O decreto reajusta as tarifas anunciadas pelo republicano em 2 de abril, data que ficou conhecida como o Dia da Libertação.
O texto da ordem executiva ainda sinaliza que as tarifas podem ser revistas e reduzidas, dependendo do avanço de acordos com parceiros comerciais, que, segundo o presidente norte-americano, estão em andamento.
O governo dos Estados Unidos decidiu adiar a data de entrada em vigor do chamado "tarifaço" contra dezenas de países, incluindo o Brasil. A cobrança de novas tarifas estava prevista para começar no dia 1º de agosto, mas só passará a valer no dia 7, uma semana depois da publicação da ordem executiva que estabelece os reajustes. O documento foi assinado na quinta-feira (31) pelo presidente Donald Trump.
Na prática, o Brasil será atingido com uma tarifa de 50% sobre os produtos exportados aos Estados Unidos. A medida parte de uma taxa base de 10%, definida como padrão para o Brasil, que será acrescida de mais 40 pontos percentuais.
A alíquota foi anunciada na quarta-feira (30) por Trump, em um evento onde ele defendeu que o país deve proteger mais suas empresas e trabalhadores da concorrência estrangeira.
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