Bolsonaro e Trump juntos. Foto: Reprodução
Em declaração feita na Casa Branca nesta terça-feira, 15 de julho, o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump saiu novamente em defesa de Jair Bolsonaro, após ser questionado sobre o andamento do processo no Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente brasileiro.
Embora tenha dito que Bolsonaro “não é seu amigo”, Trump afirmou que o conhece e o respeita como líder, destacando que ele “representa milhões de brasileiros” e “lutou muito por essas pessoas”. Trump classificou o julgamento como uma “caça às bruxas” e afirmou achar “muito triste” a possibilidade de Bolsonaro ser preso.
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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) declarou nesta terça-feira, 15 de julho, que é “apaixonado” por Donald Trump, pela política dos Estados Unidos e pelo povo norte-americano. A fala ocorreu durante uma entrevista ao portal Poder360, em que Bolsonaro comentou a recente decisão do governo Trump de aplicar uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil.
A medida adotada pelo presidente dos EUA gerou reações no cenário político e econômico brasileiro, além de movimentar o debate internacional sobre as relações comerciais entre os dois países. Bolsonaro, no entanto, evitou críticas diretas ao aliado ideológico.
“O que passa na cabeça do Trump eu não sei. Eu gosto dele, eu sou apaixonado por ele, pelo povo americano, pela política americana, pelo país que é os Estados Unidos”, disse o ex-presidente.
Apesar da afinidade demonstrada por Bolsonaro, Donald Trump afirmou nesta terça que não considera o brasileiro como um amigo pessoal. Mesmo assim, o líder republicano saiu em defesa de Bolsonaro ao comentar as investigações em curso no Brasil sobre uma possível tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022.
“Ele não é um homem desonesto. Ele ama o povo do Brasil. Lutou muito por esse povo e negociou acordos comerciais contra mim em benefício do Brasil. Foi duro”, afirmou Trump, durante uma coletiva de imprensa. “Acredito que é uma caça às bruxas e não deveria estar acontecendo”, completou o norte-americano.
Trump ainda afirmou conhecer Bolsonaro como uma figura pública influente, representando milhões de brasileiros, e reforçou que ele era respeitado durante sua gestão no Planalto.
A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, anunciada recentemente por Trump, também levantou especulações sobre o envolvimento do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, nas negociações. Jair Bolsonaro foi enfático ao negar qualquer participação de Eduardo: “Negativo, ninguém tá vibrando com a taxação, não”.
A imposição da tarifa foi vista por parte do governo brasileiro como uma retaliação comercial. O Itamaraty chegou a rebater manifestações da Embaixada dos EUA e destacou que o país adotará medidas para proteger a economia nacional. O governo federal também criou um comitê interministerial para avaliar o impacto da medida.
Enquanto o ex-presidente lida com questões internacionais, ele também enfrenta investigações no Brasil. Na segunda-feira, 14 de julho, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou alegações finais ao Supremo Tribunal Federal (STF), nas quais pede a condenação de Bolsonaro e outros aliados por tentativa de golpe de Estado.
A lista de denunciados inclui nomes como os ex-ministros Alexandre Ramagem, Augusto Heleno, Anderson Torres, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira, além do ex-ajudante de ordens Mauro Cid e do ex-comandante da Marinha Almir Garnier.
As defesas dos envolvidos ainda devem apresentar suas alegações finais antes que o relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, elabore seu voto para dar início ao julgamento.
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O parlamentar relembrou a polêmica envolvendo o certame para procurador, conhecida como caso do "fura-fila".
O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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