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Vídeo: Trump acusa Brasil de 'roubar' os EUA com tarifas injustas e promete retaliar

"Nós fomos roubados por décadas por todos os países da face da Terra, e não vamos deixar isso acontecer mais", disse o presidente dos Estados Unidos.

Isabella Lopes

05 de março de 2025 às 13:57   - Atualizado às 15:12

Donald Trump e Lula

Donald Trump e Lula Foto: Arte/Portal de Prefeitura

Na terça-feira, 4 de março, o presidente Donald Trump discursou no Congresso dos EUA e acusou o Brasil de impor tarifas "injustas" aos produtores norte-americanos.

As declarações ocorrem em meio a uma nova escalada tarifária. Na própria terça-feira, Canadá, China e México anunciaram novas taxas sobre produtos importados dos Estados Unidos. Essas medidas foram uma resposta às tarifas previamente impostas pelos EUA aos três países.

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"Nós fomos roubados por décadas por todos os países da face da Terra, e não vamos deixar isso acontecer mais", Trump disse ao Congresso sobre as tarifas que está impondo a rivais e parceiros comerciais.

"Em média, a União Europeia, China, Brasil, Índia, México, Canadá e inúmeras outras nações nos cobram tarifas muito mais altas do que cobramos deles. Isso é extremamente injusto", disse Trump.

Anunciadas na segunda-feira, 3 de março, as novas tarifas de importação de 25% para México e Canadá entraram em vigor imediatamente. Em seu discurso, o presidente dos EUA destacou que, a partir do próximo mês, aplicará taxas recíprocas a todos os países.

"No dia 2 de abril, entram em vigor tarifas recíprocas, e qualquer tarifa que nos impuserem, nós também imporemos a eles… qualquer imposto que nos cobrarem, nós os taxaremos. Se usarem barreiras não monetárias para nos manter fora de seus mercados, então usaremos barreiras não monetárias para mantê-los fora do nosso mercado".

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Trump e pena de morte

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta terça-feira, 4 de março, que o Congresso aprove a pena de morte obrigatória para condenados pelo assassinato de policiais. Durante seu discurso na sessão conjunta da Câmara e do Senado, ele afirmou que já assinou um decreto relacionado ao tema.

Trump ressaltou a necessidade de punir com rigor aqueles que tiram a vida de agentes da lei. Segundo ele, o decreto intitulado "Restaurar a pena de morte e proteger a segurança pública" instrui o Departamento de Justiça (DOJ) a buscar a pena capital nesses casos sempre que possível e dentro dos limites legais. No entanto, o documento não torna essa punição obrigatória, pois sua aplicação depende das leis estaduais e federais.

"Eu já assinei um decreto pedindo a pena de morte obrigatória para qualquer um que assassinar um policial, e esta noite eu estou pedindo ao Congresso que torne essa política uma lei permanente", declarou Trump.

Justificativa de Trump

O presidente direcionou parte de seu discurso a Stephanie Diller, viúva do policial Jonathan Diller, morto em Long Island em 2024. Ela esteve presente no Congresso e ouviu Trump reforçar o compromisso com a segurança pública e a punição rigorosa para crimes contra agentes de segurança.

Trump afirmou que o governo precisa agir com rapidez para retirar criminosos violentos das ruas. Ele destacou que o filho de Jonathan Diller, Ryan, crescerá sabendo que seu pai foi um herói. O republicano classificou os assassinos de policiais como "infratores reincidentes" e defendeu medidas mais duras para evitar que voltem a cometer crimes.

O pedido de Trump ocorre em meio a um debate acalorado sobre segurança pública e penas mais severas nos Estados Unidos. A proposta pode enfrentar resistência no Congresso, especialmente entre parlamentares que questionam a eficácia da pena de morte como ferramenta para reduzir a criminalidade. Mesmo assim, o presidente insiste que a medida fortaleceria a proteção aos agentes da lei e desestimularia ataques contra a polícia.

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