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TRE-RJ proíbe candidato de usar "Bolsonaro" na urna por risco de sugerir parentesco inexistente

A justiça determinou que Renato de Araújo Correa escolha outro nome de urna ou use o nome completo do registro civil.

25 de agosto de 2026 às 10:21   - Atualizado às 10:23

O candidato Renato Araújo do Bolsonaro.

O candidato Renato Araújo do Bolsonaro. Foto: Reprodução/TSE

A Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro proibiu o candidato a deputado federal Renato de Araújo Correa (PL) de utilizar o sobrenome “Bolsonaro” em seu nome de urna nas eleições de 2026. O político havia solicitado o registro como “Renato Araújo do Bolsonaro”, mas teve o pedido rejeitado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

A decisão foi tomada pelo desembargador Paulo Cesar Salomão Filho e publicada no domingo, 23 de agosto. O magistrado acompanhou o entendimento apresentado pelo Ministério Público Eleitoral (MPE), que considerou inadequado o uso do sobrenome por poder causar confusão entre os eleitores.

Com a decisão, Correa deverá apresentar uma nova opção de nome para aparecer na urna. Caso isso não ocorra, será utilizado o nome completo que consta em seu registro civil.

Por que “Bolsonaro” foi proibido?

Segundo a Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), a utilização do sobrenome poderia levar o eleitor a acreditar que existe algum parentesco entre Renato de Araújo Correa e a família Bolsonaro. O órgão também apontou a possibilidade de confusão sobre a identidade do candidato e de desequilíbrio na disputa eleitoral.

O entendimento da PRE levou em consideração um caso semelhante analisado pelo próprio TRE-RJ em 2024. Na ocasião, a Corte Eleitoral também havia negado a um candidato chamado Felipe Ferreira o direito de utilizar “Felipe Bolsonaro” como nome de urna.

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A defesa de Renato Correa contestou o pedido para impedir o uso do sobrenome. Os advogados argumentaram que a escolha estaria relacionada à amizade e à proximidade pública do candidato com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Para sustentar a justificativa, a defesa apresentou vídeos que, segundo os representantes do candidato, demonstrariam que Correa acompanha a trajetória política do ex-presidente há anos.

Os advogados também afirmaram que a relação entre os dois teria criado “laços de amizade e fraternidade”, associando o candidato à imagem, às pautas e ao espectro político de Jair Bolsonaro.

Apesar da argumentação da defesa, o entendimento apresentado pelo Ministério Público Eleitoral foi acolhido pelo desembargador responsável pela decisão. Dessa forma, o candidato não poderá utilizar “Bolsonaro” na urna da maneira como havia solicitado.

A decisão ocorre durante o período de preparação dos registros de candidatura para as eleições de 2026, quando os nomes que serão apresentados aos eleitores passam pela análise da Justiça Eleitoral.

*Nota da redação: Este texto foi elaborado com o auxílio de inteligência artificial a partir de informações apuradas e revisado pela equipe editorial.

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