O vereador afirmou que não considera aceitável que eventos financiados pelo poder público promovam letras ou performances que "sexualizem mulheres e crianças".
Thiago Medina explica PL Anti Neiff. Foto 1: Bruno Vila Nova/Portal de Prefeitura; Foto 2: Divulgação
O vereador do Recife, Thiago Medina (PL), afirmou que o projeto de lei conhecido como "PL Anti Neiff" busca limitar o uso de recursos públicos para contratação de artistas cujas apresentações façam apologia ao crime, incentivem o uso de drogas ou tragam referências de cunho sexual.
A declaração foi feita durante entrevista ao programa Fala Político, do Portal de Prefeitura, onde o parlamentar comentou as críticas recebidas desde que protocolou a proposta na Câmara Municipal.
O texto, registrado como Projeto de Lei nº 62/2025, propõe impedir que a Prefeitura do Recife utilize verba pública para bancar shows com esse tipo de conteúdo. Segundo o vereador, a iniciativa não tem como objetivo proibir gêneros musicais nem impedir artistas de se apresentarem em eventos privados. O foco, conforme explicou, recai exclusivamente sobre o financiamento público dessas apresentações.
Durante a entrevista, Thiago Medina disse que passou a receber críticas logo após a apresentação do projeto. De acordo com ele, parte das reações partiu de fãs de Anderson Neiff e da página Brega Bregoso, considerada uma das principais vitrines do brega no Brasil. O vereador afirmou que já esperava resistência, mas reforçou que não recuará da proposta.
Ao comentar o teor das críticas, Medina adotou um discurso duro ao tratar do conteúdo de algumas apresentações. Ele afirmou que não considera aceitável que eventos financiados pelo poder público promovam letras ou performances que "sexualizem mulheres e crianças".
"Se a cultura do Recife for Brega-Funk que sexualiza mulheres e crianças... a gente está muito lascado. Se esse pessoal que não agrega em nada está contra mim, é porque eu estou no caminho certo", disse.
O vereador também esclareceu que o projeto não criminaliza artistas nem impede a circulação do brega-funk ou de qualquer outro gênero musical. Segundo ele, cantores e produtores continuam livres para realizar shows privados, desde que não utilizem recursos da prefeitura. Thiago Medina frisou que empresários podem contratar artistas sem qualquer restrição, desde que não envolvam dinheiro público.
Na entrevista, o parlamentar reforçou que o critério do projeto não se limita a um estilo musical específico. Ele afirmou que qualquer artista, independentemente do público ou do perfil, se enquadra nas mesmas regras caso apresente conteúdo considerado inadequado para financiamento público. Como exemplo, citou de forma irônica que a regra valeria até para atrações infantis, caso apresentassem conteúdo semelhante ao que o projeto busca coibir.
O debate ganhou repercussão porque Anderson Neiff aparece hoje como o principal nome do brega-funk na capital pernambucana. O artista lidera um movimento que envolve outros cantores e dançarinos, muitos ligados à mesma produtora. Esse setor, segundo observadores do mercado cultural, movimenta a economia criativa local, gera empregos e amplia a visibilidade do gênero, principalmente nas redes sociais, onde vários desses artistas acumulam milhões de seguidores.
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O levantamento considera solicitações já registradas no sistema da Casa e não inclui o pedido anunciado recentemente pelo Partido Novo.
Por que, em vez de você ficar vendendo, se aproveitando da miséria das pessoas, você não usa para qualificar essas pessoas?", questionou o senador.
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