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Temer afirma que julgamento da tentativa de golpe pode tranquilizar e pacificar o país

Ex-presidente salienta que os investigados terão uma "chance enorme de defesa"

Jameson Ramos

29 de março de 2025 às 08:20   - Atualizado às 08:27

Michel Temer e Alexandre de Moraes.

Michel Temer e Alexandre de Moraes. Foto: Agência Brasil

O ex-presidente Michel Temer afirmou que os réus no processo que investiga o plano de golpe de Estado terão uma "chance enorme de defesa". O ex-mandatário aponta que é natural que os envolvidos se preocupem com o recebimento da denúncia pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), mas destaca que o processo ainda não foi encerrado.

“Então agora é que as coisas começam a se definir. É claro que o recebimento da denúncia é uma coisa que naturalmente preocupa os denunciados. Mas, evidentemente, eles terão uma chance enorme de defesa ao longo do tempo. É provável que tudo isso colabore para uma tese que eu tenho repetidamente salientado que é a tranquilização do país, a pacificação do país”, disse Temer à CNN.

“Há sempre uma concepção, um pouco equivocada, de que quando há um indiciamento pela Polícia Federal é como se tivesse resolvido, quando há uma denúncia está resolvido, quando é recebida a denúncia está tudo resolvido. Não é assim. Quando chega a denúncia, [ela] é recebida, aí é que começa o processo penal”, complementou.

Entenda

Na quarta, 26 de março, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou, por unanimidade, a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República. Com isso, o ex-presidente Jair Bolsonaro se tornou réu pela tentativa de golpe de Estado. 

Além de Bolsonaro, outras sete pessoas também se tornaram réus. Confira:

  • Alexandre Ramagem, deputado federal e ex-diretor-geral da Abin;
  • Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil;
  • Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  • Augusto Heleno, general e ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
  • Mauro Cid, tenente-coronel do Exército e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;
  • Paulo Sérgio Nogueira, general e ex-ministro da Defesa;
  • e Walter Braga Netto, general e ex-ministro da Casa Civil e da Defesa, além de ter sido candidato a vice de Bolsonaro em 2022.

Com a denúncia aceita, os investigados agora passarão a responder ao processo na Suprema Corte, onde poderão ser considerados culpados ou inocentes.
 

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