Ministro da Fazenda, Fernando Haddad e ex-presidente, Michel Temer Foto: Marcos Corrêa/PR
O ex-presidente da República Michel Temer elogiou nesta segunda-feira, 25 de novembro, durante conversas com jornalistas após participar de evento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), o pacote de cortes de gastos que o governo Lula está prestes a anunciar.
"É um bom projeto, eu acho que você cortar gastos é uma coisa sempre útil. Tendo um teto para os gastos públicos, você reduz a dívida pública, e reduzindo a dívida pública, não paga juros. Quando você paga juros, não tem utilidade nenhuma. Diferentemente, se você reduz a dívida pública, diminui os juros e, portanto, tem vantagens para o País", disse Temer.
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O ex-presidente avaliou também que a economia vai razoavelmente bem e que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se revela como uma agradável surpresa.
Mas ponderou que o governo Lula precisa sinalizar o que pretende fazer nos próximos dois anos restantes de gestão, para dar tranquilidade e segurança social.
"Eu acho que a economia vai indo razoavelmente bem, o Haddad nesse sentido é uma agradável surpresa, primeiro ponto; agora eu acho que, no geral, o que o povo deseja é saber o que um governo de quatro anos vai fazer ao longo do tempo, quais os gestos principais que vai praticar. Isso dá uma certa tranquilidade e uma certa segurança social, acharia útil se ainda viesse a ser feito", disse Temer.
Em uma recente entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) trouxe à tona o nome de Michel Temer (MDB) ao mencionar possíveis estratégias para a disputa presidencial de 2026. Segundo o liberal, especula-se que Temer poderia ser um bom nome para compor uma chapa como vice-presidente, uma tentativa de agregar apoio de setores centristas à base da direita.
Bolsonaro, que mantém diálogo com diferentes figuras políticas, afirmou que "não descarta conversar com ninguém" sobre a composição de uma chapa.
A declaração gerou reações, especialmente dentro do partido, onde a ideia de contar com o também ex-presidente Temer é vista como uma forma de fortalecer alianças com o centro e aumentar as chances de uma vitória.
O líder do MDB, no entanto, declarou à CNN que não pretende voltar a disputar a presidência da República: "Estou fora da vida pública", assegurou o líder do Movimento Democrático Brasileiro, afastando a possibilidade de participar de uma futura corrida ao Palácio do Planalto.
Durante a conversa com a CNN, Temer também comentou sobre o impacto das eleições norte-americanas na política brasileira, descartando qualquer influência significativa. "As eleições aqui se resolvem conforme as nossas próprias realidades locais", afirmou o ex-presidente.
Bolsonaro, por outro lado, celebrou a vitória de Donald Trump e espera autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para poder comparecer à posse do ex-presidente norte-americano. Contudo, o STF mantém uma postura contrária a essa permissão, especialmente em meio às investigações conduzidas pela Polícia Federal, que podem resultar no indiciamento do liberal.
Por ordem do STF, o passaporte do ex-presidente permanece apreendido, impossibilitando, até o momento, sua viagem ao exterior.
Com informações do Estadão Conteúdo
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Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.
A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.
Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.
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