Simone Tebet e Lula Foto: Ricardo Stuckert/ PR
A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), disse que não vê possibilidade de "estar em outro palanque que não o do presidente Lula" nas eleições de 2026.
Em entrevista à Globonews nesta terça-feira, 29 de julho, Tebet também avaliou que não vê o MDB "de portas fechadas para apoiar" o presidente no próximo pleito.
"Hoje eu estou no ministério (do Planejamento), que não é qualquer ministério, (o presidente Lula) me deu a chave do cofre na mão. Então, independentemente de onde iria ou vai o meu partido, eu não tenho condições de estar em outro palanque, a não ser no palanque do presidente Lula", afirmou.
Tebet concorreu com Lula nas eleições de 2022 pelo MDB, mas o apoiou no segundo turno e por isso foi convidada para compor o governo.
Tebet ainda disse que vê a possível candidatura do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), "um pouco mais complicada diante dessas falas e medidas erráticas envolvendo o tarifaço (dos EUA), como se isso fosse uma coisa menor, e tentando defender a família Bolsonaro e a anistia".
Na entrevista, a ministra afirmou acreditar que a sobretaxa de 50% imposta pelos EUA contra o Brasil tem como alvo principalmente o ministro Alexandre de Moraes, e não presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
"Acho que a questão é muito mais Alexandre de Moraes do que presidente Lula", afirmou.
Ela avaliou que Trump "uniu a fome com a vontade de comer", ou seja, o fator econômico com a questão ideológica.
Tebet ainda disse que Lula "não tem problema" em ligar para Trump para negociar a reversão das tarifas, mas que é preciso cautela. "O presidente Lula não tem problema de pegar o telefone e ligar, mas é preciso minimamente de um ponto de partida para que o 'pós' telefonema não fique pior do que estava", disse a ministra.
"Qual é o ponto de partida, o que efetivamente vem de lá para cá, o que efetivamente o governo americano quer do Brasil, que o Brasil ainda não tenha se prontificado, o que o Brasil tem a oferecer e que ainda não foi divulgado", exemplificou a ministra em relação aos pontos que ainda estão indefinidos na relação com Trump.
Estadão Conteúdo
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