Taxa de desemprego e profissionais com carteira assinada Foto: Divulgação/PT
A taxa de desemprego, divulgada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADContínua), é amplamente utilizada para avaliar a saúde do mercado de trabalho no Brasil. Mas você sabia que muitos beneficiários de programas sociais não são contabilizados como desempregados, mesmo sem trabalhar? Entenda abaixo por que essas pessoas ficam fora dos números oficiais.
A metodologia empregada pelo IBGE, alinhada às recomendações da Organização Internacional do Trabalho (OIT), estipula que para ser registrado como desempregado, o indivíduo deve:
Estar sem trabalho;
Estar disponível para trabalhar;
Ter procurado emprego ativamente nos 30 dias anteriores à pesquisa
Caso qualquer um desses critérios não seja atendido — por exemplo, se o indivíduo desistiu de procurar emprego ou está cuidando de familiares — ele é classificado como “fora da força de trabalho”, e não composto no cálculo da taxa de desemprego.
Pessoas que recebem benefícios como Bolsa Família, BPC, seguro-desemprego ou seguro-defeso não são automaticamente contadas como desempregadas. O critério é independente da existência desses auxílios. Se o indivíduo não estiver buscando emprego ou não estiver disponível para trabalhar, ele não entra na taxa de desemprego. Por outro lado, se estiver procurado emprego ativamente, mesmo recebendo auxílio, será classificado como desempregado.
Uma campanha de desinformação nas redes sociais alegou que milhões de beneficiários são omitidos do cálculo, mas o IBGE e entidades reforçam que essa narrativa é falsa — o cálculo da taxa de desemprego não considera inscrição em programas sociais como critério.
Pessoas que não trabalham e não estão buscando emprego (incluindo muitos beneficiários sociais que não tentam retorno ao mercado);
Desalentados — aqueles que desistiram de procurar emprego por acreditarem que não conseguirão uma vaga;
Trabalhadores informais que não se enquadram como ocupados, mas não estão à procura de emprego formal
Esses grupos podem representar milhões de brasileiros — em 2020, por exemplo, 1,1 milhão de pessoas deixaram a força de trabalho, contribuindo para reduzir a taxa de desemprego, apesar de permanecerem vulneráveis.
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