''Eu gostaria de vê-los. Acho que isso é uma questão de estratégia eleitoral, tem a ver com a posição na pesquisa e cada grupo acaba definindo qual a melhor estratégia", disse Tarcísio
Flávio Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Lula Foto: Reprodução/Agência Brasil
O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste sábado, 22 de agosto, que acredita que a ausência do senador Flávio Bolsonaro (PL) e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no debate presidencial, promovido pela Band e Estadão, que será realizado neste domingo (23), é totalmente estratégia eleitoral.
Eu gostaria de vê-los. Acho que isso é uma questão de estratégia eleitoral, tem a ver com a posição na pesquisa e cada grupo acaba definindo qual a melhor estratégia", disse Tarcísio a jornalistas, após agenda de campanha em visita à Usina Pedreira na capital paulista.
"Cada candidatura tem a sua estratégia em função da posição das pesquisas e temos que observar isso. Tem uma questão de pragmatismo envolvido nessas decisões", acrescentou.
O governador afirmou ainda que o País tem uma série de desafios, sobre os quais é necessário construir consenso em torno de alguns temas.
O cidadão demanda uma direção que a gente vai tomar, qual é o plano para o Brasil. É necessário que a gente tenha capacidade de construir consenso em torno de alguns temas que são importantes", defendeu.
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Tarcísio disse também que defende uma "alternativa diferente" para o Brasil e criticou a condução econômica do País.
O Brasil está indo mal. Estamos muito preocupados com a situação do País, sobretudo a situação fiscal que está afetando empresas e as pessoas. Temos 80 milhões de brasileiros endividados e 9 milhões de empresas endividadas", afirmou, citando gigantes do varejo em dificuldade de rolagem de dívidas. "A gente fica sem saber para onde o Brasil está caminhando. A gente está vendo uma mudança de perfil do Brasil encurtando", mencionou.
Para Tarcísio, o Brasil pode entrar em processo de desaceleração econômica e "até mesmo recessão". "Por isso, defendemos que tem de haver mudança", apontou. Ele defendeu ainda que um eventual alinhamento entre o governo federal e o governo paulista, caso ele seja reeleito e Flávio Bolsonaro eleito, pode gerar benefícios a São Paulo.
Temos um alinhamento muito forte hoje com a Prefeitura de São Paulo e isso ajuda muito. (Temos um) alinhamento com a maioria das prefeituras e, claro, trabalhamos com as prefeituras, independente da coloração partidária".
Sobre as pesquisas de intenção de voto que apontam Tarcísio à frente na disputa pelo governo paulista, o governador comentou que as pesquisas são uma "fotografia".
"A pesquisa é um termômetro, aponta para o que está acontecendo, mas é uma fotografia, uma situação de momento e sabemos que podem mudar", destacou, citando estratégia de campanha de fazer um balanço da gestão à população paulista.
"A gente vai procurar mostrar isso e convencer que temos um caminho muito legal para seguir para frente.".
Estadão Conteúdo
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