Tábata Amaral é atual namorada de João Campos, Prefeito do Recife Foto: Divulgação
A deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP) causou forte repercussão ao publicar uma crítica contundente às plataformas de apostas — conhecidas como “bets” — durante as festas juninas, e apagá-la minutos depois. A plateia nas redes sociais reagiu com surpresa e questionamentos sobre a autonomia política da parlamentar frente a interesses partidários e pessoais.
No texto, Tábata Amaral denunciou a manipulação disfarçada de festa nas plataformas, o incentivo ao vício e a destruição familiar gerada pelas "bets". As críticas surgiram durante o São João de São Paulo, mas foram removidas rapidamente — reação que alguns interpretam como um ato de autocensura. A parlamentar, que acompanhou João Campos em Recife, revela o conflito entre sua postura pública e a lealdade ao namoro.
Influenciador pernambucano Ni do Badoque, conhecido por criticar a gestão de Campos, comentou: “Quem ama avisa, quem se cala concorda”; para ele, o recuo de Tábata Amaral evidenciou a submissão ao poder. O influencer já havia denunciado o contraste entre marketing e realidade da gestão municipal, abrindo um debate válido sobre a coerência institucional
Analistas apontam que o episódio revela o peso das estratégias eleitorais sobre as decisões públicas. A redução tributária para casas de aposta em Recife — aprovada por Campos — atende a uma agenda de atração de investimentos, mas esbarra em tensões morais que afetam a imagem de Tábata Amaral. O episódio inflama a discussão sobre a liberdade das parlamentares mulheres se posicionarem sem sofrer represálias por alinhamentos políticos ou pessoais.
"Enquanto o povo do Recife está atolado em imposto, João Campos, o seu namorado, baixou os impostos pra ‘bet’. Ele deu desconto às casas de aposta e esqueceu do trabalhador.", Ni do Badoque
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Especialistas em gênero e política interpretam o episódio como mais um sintoma do que chamam de “machismo político estrutural”: mesmo mulheres de destaque enfrentam dilemas quando a crítica diz respeito a aliados próximos. Uma mensagem posta e apagada por Tábata Amaral pode simbolizar essa ambivalência: a voz que grita, mas que se cala diante do poder.
Embora a publicação tenha sido excluída, capturas de tela (prints) circularam intensamente. A internet não perdoa apagões estratégicos, e muitos apontam que o episódio mancha a imagem de coerência da deputada — para uns, uma manobra para preservar imagem pública; para outros, um indício de fragilidade frente à influência de seu círculo de poder.
O caso chega num momento de visibilidade crescente de Tábata Amaral dentro do PSB: ela ocupa posição estratégica no partido, assumindo vice-presidência de comunicação e outros cargos ligados à gestão de João Campos . A expectativa agora é por uma declaração pública que esclareça seu posicionamento sobre as “bets”, explicando o recuo ou reafirmando a crítica.
A Câmara Municipal do Recife aprovou nesta segunda-feira, 31 de março, um projeto de lei do prefeito João Campos (PSB) que propõe a redução da alíquota do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) para empresas do setor de bets, loterias e jogos de azar, conhecidas por proporcionar apostas esportivas.
A proposta prevê a diminuição da taxa para 2%, sob a justificativa de buscar atrair novas empresas desse segmento para a cidade. A nova alíquota entrará em vigor assim que for publicada no Diário Oficial do Recife.
Apenas os seguintes vereadores votaram contra:
Ana Lúcia (Republicanos, Felipe Alecrim (Novo), Gilson Machado Filho (PL), Jô Cavalcante (PSOL), Kari Santos (PT), Liana Cirne (PT), Thiago Medina (PL), Alef Collins (PP) e Fred Ferreira (PL).
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