A página oficial da embaixada dos EUA no Brasil replicou e traduziu a postagem feita pelo funcionário público americano em sua conta no X, endossando a mensagem.
Moraes, Trump e Lula. Foto: Divulgação
Assumindo a dimensão política da sobretaxa de 50% imposta a todos os produtos brasileiros pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o subsecretário de Diplomacia Pública dos EUA, Darren Beattie, afirmou na segunda, 14 de julho, que o tarifaço é uma "consequência há muito esperada".
Segundo ele, o ato do governo dos EUA foi motivado pelos "ataques" do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Procurado pelo Estadão, o STF não quis se manifestar.
"O presidente Trump enviou uma carta impondo consequências há muito esperadas à Suprema Corte de Moraes e ao governo Lula por seus ataques a Jair Bolsonaro, à liberdade de expressão e ao comércio americano. Tais ataques são uma vergonha e estão muito abaixo da dignidade das tradições democráticas do Brasil", escreveu, em inglês, o funcionário do alto escalação americano em seu perfil no X (antigo Twitter).
No domingo, 13 de julho, o presidente do STF, ministro Luís Roberto Barroso, defendeu a autonomia do Judiciário brasileiro e criticou a taxação imposta pelos EUA.
"As declarações do presidente Trump são claras. Estaremos observando atentamente", encerra o Subsecretário de Diplomacia Pública americana. Na carta que comunicou o aumento das taxas, Donald Trump critica a julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, o classificando como "uma desgraça internacional" e afirma que "esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve terminar IMEDIATAMENTE!".
A página oficial da embaixada dos EUA no Brasil replicou e traduziu a postagem feita pelo funcionário público americano em sua conta no X, endossando a mensagem.
De acordo com a página oficial do órgão em que Darren Beattie trabalha, "o Subsecretário de Diplomacia Pública lidera os esforços do Departamento para expandir e fortalecer as relações entre o povo dos Estados Unidos e cidadãos de outros países".
"Os departamentos e escritórios subordinados ao Subsecretário promovem os interesses nacionais, buscando envolver, informar e compreender as perspectivas de públicos estrangeiros", prossegue a definição.
Em entrevista concedida à Globonews na última sexta-feira, 11 de julho, o filho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), já havia admitido que "a sanção que o Trump impõe não é meramente econômica, todos nós sabemos disso, ela tem, sim, um viés político, e tem um viés econômico, porque o Trump olha para a América do Sul e enxerga para onde o Lula está levando nosso País".
As novas taxas sobre produtos brasileiros devem entrar em vigor no dia 1º de agosto. Até lá, o governo tenta encontrar soluções, por meio de um comitê interministerial presidido pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin.
Além de aliados do governo, nomes da direita, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também tentam negociar para reverter ou adiar o tarifaço.
Sobre os esforços, Paulo Figueiredo, blogueiro aliado do ex-presidente e do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que dos EUA pede por sanções em busca de anistia para os condenados por 8 de janeiro, diz que o governador "atrapalha sem saber" ao tentar reverter as taxas, e atrasa um possível perdão que seria negociado para evitar as tarifas.
Estadão Conteúdo
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