De acordo com advogado consultado pelo Blog de Ricardo Antunes, a Polícia Federal tinha apenas suspeitas de que o ex-ministro do Turismo planejava a fuga de Mauro Cid.
Gilson Machado Foto: Ademar Filho
A Polícia Federal (PF) não apresentou provas, apenas suspeitas, de que o ex-ministro do Turismo Gilson Machado teria procurado o consulado de Portugal no Recife com o objetivo de obter um passaporte para facilitar a fuga do tenente-coronel Mauro Cid do país.
A informação consta na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a prisão e, no mesmo dia, determinou a soltura de Machado, na sexta-feira, 13 de junho. As informações são do Blog de Ricardo Antunes.
Mesmo sem comprovação, a Procuradoria-Geral da República (PGR) havia solicitado a prisão do ex-ministro na quinta-feira (12). Segundo um advogado consultado pelo blog, a ausência de provas está registrada nas seis páginas da decisão de Moraes.
Gilson Machado deixou o Centro de Observação Criminológica Professor Everardo Luna, o Cotel, em Abreu e Lima, no Grande Recife, por volta das 23h da sexta (13).
O político conversou com a imprensa, acompanhado do deputado estadual Coronel Alberto Feitosa e do advogado Célio Avelino, e afirmou que tudo não passou de um mal entendido.
O ex-ministro foi detido de manhã em casa, em Boa Viagem, na Zona Sul. Após a prisão, ele foi ouvido na superintendência da Polícia Federal, no bairro do Pina, na mesma região da cidade, e negou envolvimento com o caso.
Em seguida, passou por exame de corpo de delito no Instituto de Medicina Legal (IML), no bairro de Santo Amaro, no Centro.
Gilson Machado tem 57 anos e, além de político, é empresário do ramo de turismo, sanfoneiro de banda de forró e formado em medicina veterinária pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).
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O líder religioso cobrava providências dos militares em resposta à prisão de Braga Netto, que foi candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022.
Os advogados também requereram mais detalhes sobre as datas das supostas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais.
Ao todo, são cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão preventiva pela Polícia Federal.
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