Ministro do STF, Alexandre de Moraes. Foto:Antonio Augusto/STF
O senador licenciado Rogério Marinho (PL-RN) disse nesta quarta-feira, 4 de setembro, que a oposição vai protocolar na próxima segunda-feira, 9, o pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A oposição tem recolhido assinaturas em um abaixo-assinado virtual contra o ministro. Segundo os organizadores, já há mais de 1 milhão de assinaturas.
Marinho e vários parlamentares da oposição realizaram uma entrevista coletiva na tarde desta quarta no Senado para divulgar um manifesto em que criticam a atuação de Moraes, principalmente nos casos envolvendo a investigação de bolsonaristas por supostos atos que atentam contra a democracia
"No dia 9, às 16h, estaremos aqui, deputados, senadores e sociedade civil, para materializarmos esse gesto que está amparado na Constituição, já que é o Senado que tem o dever de sair da inércia e permitir que a sociedade possa avaliar se essas medidas heterodoxas ao longo dos últimos anos (foram corretas)", disse Marinho.
Ex-ministro de Jair Bolsonaro, o senador licenciado disse que "temos hoje um xerife no Brasil" e que "isso é intolerável para a democracia". "Há um desequilíbrio entre os Poderes e hipertrofia de um Poder sobre os demais. Precisamos, enquanto Senado, fazer valer a Constituição", declarou.
Questionado sobre a possibilidade de os partidos de direita obstruírem a pauta no Senado enquanto o pedido de impeachment de Moraes não for analisado.
O líder da oposição no Senado, Marcos Rogério (PL-RO), disse que "qualquer medida, seja de obstrução ou outra natureza, será discutida e tomada depois do protocolo desse pedido (de impeachment contra Moraes)".
A deputada Bia Kicis (PL-DF), que também participou da coletiva, conclamou pessoas para participarem da manifestação no 7 de Setembro, na avenida Paulista, contra Alexandre de Moraes.
Estadão Conteúdo
Na manhã desta segunda-feira, 2 de setembro, o atual prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), participou de uma sabatina na Rádio Eldorado, onde falou sobre o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ricardo Nunes, ao ser questionado sobre a possibilidade de apoiar um eventual impeachment de Moraes, firmou que não pretende se envolver diretamente nessa questão.
O prefeito deixou claro que, na sua visão, o processo de impeachment é uma prerrogativa dos senadores da República, que devem avaliar se há fundamentos suficientes para tal ação.
"Não vou defender impeachment, quem tem que tratar de impeachment são os senadores da República definir se existe algo de errado ou não", disse.
Nunes fez questão de frisar que estará presente no ato de 7 de setembro, mas que sua participação será focada na defesa da liberdade e da democracia.
"7 de Setembro é o que representa de forma contundente a independência e a nossa liberdade. Eu estarei lá dentro desse contexto. Eu estarei ali como um cidadão, defendendo a liberdade e a democracia," explicou.
Ao ser questionado sobre a presença de outros candidatos de direita nas manifestações, especialmente o empresário Pablo Marçal (PRTB), seu adversário na corrido à Prefeitura de São Paulo, Nunes esclareceu que Bolsonaro não fez um convite direto para que seus adversários participassem do evento. O prefeito mencionou que o ex-presidente apenas deixou claro que as portas estão abertas para qualquer candidato que queira participar, sem que isso signifique um endosso específico.
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A escolha do ministro para comandar as investigações foi feita na quinta-feira (12) após Dias Toffoli pedir para deixar o caso.
Em nota, o supremo informou que o ministro, "considerados os altos interesses institucionais", solicitou a redistribuição do caso para outro integrante do tribunal.
Durante o encontro, o presidente da Corte vai dar ciência aos demais membros do STF sobre o material entregue pela PF.
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