Na decisão, Moraes também deu prazo de 48 horas para que o delegado Leandro Gontijo de Siqueira Alves, titular da unidade na Penha, preste esclarecimentos.
Alexandre de Moraes ao lado de Cláudio Castro e mortos após megaoperação no Rio. Fotos: Philippe Lima/Governo RJ/Divulgação e Eusébio Gomes/TV Brasil. Arte: Portal de Prefeitura
Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta segunda-feira, 10 de novembro, que a 22ª Delegacia de Polícia (Penha) suspenda a investigação contra familiares e amigos que participaram da remoção de corpos na área de mata dos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, após a megaoperação no dia 28 de outubro.
Na decisão, Moraes também deu prazo de 48 horas para que o delegado Leandro Gontijo de Siqueira Alves, titular da unidade, preste esclarecimentos sobre os motivos que levaram à abertura do inquérito.
O caso teve início em 29 de outubro, quando moradores retiraram mais de 70 corpos da mata e os levaram até a Praça São Lucas, na Estrada José Rucas, uma das principais vias da região.
Na ocasião, o secretário de Polícia Civil (PCERJ), Felipe Curi, afirmou que a 22ª DP havia instaurado um procedimento para apurar uma possível fraude processual, alegando que a polícia possuía imagens de “pessoas retirando criminosos da mata e os colocando em vias públicas, despindo-os”.
Até o momento, a corporação não se pronunciou sobre a decisão do ministro.
O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, Victor Cesar dos Santos, recebeu carta de condolências do Consulado Geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro “pela trágica perda” dos quatro policiais que morreram na Operação Contenção nos complexos do Alemão e da Penha no dia 28 de outubro.
A carta é assinada por James M. Sparks, do estafe da Divisão Antidrogas. Segundo ele, “a missão de proteger a sociedade exige coragem, dedicação e sacrifício”. A carta reconhece “o valor e a honra desses profissionais que deram suas vidas em defesa da segurança pública.”
Sparks reitera “respeito e admiração pelo trabalho incansável das forças de segurança do Estado” e se coloca à disposição para qualquer apoio necessário.
Conforme relatório da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ), 121 pessoas foram mortas na Operação Contenção. Desse total, dois eram policiais militares e dois eram policiais civis.
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Segundo a assessoria da imprensa da Corte, o vazamento teria ocorrido na copa do terceiro andar do edifício-sede, onde está localizado o gabinete da presidência.
Na decisão, o ministro do STF disse que o pedido de prorrogação preenche os requisitos legais e não pode ignorado pelo presidente do Senado.
A decisão foi tomada após o ministro receber um ofício da deputada Tabata Amaral (PSB-SP) sobre o tema.
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