Jair Bolsonaro e Alexandre de Moraes Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta terça-feira, 6 de janeiro, a remoção do ex-presidente Jair Bolsonaro para atendimento hospitalar em função de uma queda que ele teve na última madrugada. Ele está preso em uma cela na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF).
Moraes se baseou, segundo seu despacho, na avaliação da equipe da Polícia Federal.
“O médico da Polícia Federal constatou ferimentos leves e não identificou necessidade de encaminhamento hospitalar, sendo indicada apenas observação”, apontou Moraes no despacho.
Por isso, o ministro escreveu, na decisão, que não haveria “nenhuma necessidade de remoção imediata do custodiado para o hospital”.
Ele acrescentou que a defesa de Bolsonaro, entretanto, foi aconselhada pelo médico particular que o ex-presidente teria direito a fazer exames, “desde que previamente agendados e com indicação específica e comprovada necessidade”.
Ainda no despacho, o ministro determinou que a defesa indique quais os exames necessários para que “se verifique a possibilidade de realização no sistema penitenciário”.
A esposa do ex-presidente, Michelle Bolsonaro, fez postagem no Instagram indicando que o marido teve uma “crise”.
“Meu amor não está bem. Durante a madrugada, enquanto dormia, teve uma crise, caiu e bateu a cabeça no móvel”.
A ex-primeira-dama lamentou ainda que o atendimento só ocorreu pela manhã desta terça, quando Bolsonaro foi chamado para a visita, às 9h. Essa demora, segundo ela, ocorreu porque o quarto “permanece fechado”.
Ainda sobre o incidente, Michelle acrescentou que Bolsonaro não se recordava “quanto tempo ficou desacordado” e que seriam necessários exames para verificar eventual “trauma ou possível dano neurológico”.
Para a imprensa, o médico Cláudio Birolini, que atende o ex-presidente, disse que Bolsonaro teve um “traumatismo leve”.
O ministro Alexandre de Moraes decidiu em dezembro do ano passado, flexibilizar as regras para visitas familiares ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dispensando a exigência de autorização prévia para a entrada dos filhos.
Com validade permanente, o despacho autoriza os encontros com Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Carlos Bolsonaro (PL-SC), Jair Renan Bolsonaro (PL-SC) e Laura Bolsonaro, a caçula do ex-presidente.
As visitas estão restritas às terças e quintas-feiras, entre 9h e 11h, com duração máxima de 30 minutos. A decisão também fixa o limite de dois familiares por dia, com a determinação de que os encontros ocorram separadamente.
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A medida havia sido foi aprovada pela CPI do Crime devido ao seu vínculo com a Reag Investimentos, instituição que foi liquidada pelo Banco Central e está envolvida nas fraudes financeiras investigadas no caso do Banco Master.
Ao discursar sobre representação feminina e o enfretamento da violência política de gênero, a ministra disse que foi informada de que poderia ser alvo de um atentado.
O banqueiro passou a cogitar delatar quem teve relações pessoais com ele, como políticos e juízes, após o STF formar maioria de votos para mantê-lo preso na Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.
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