Ao discursar sobre representação feminina e o enfretamento da violência política de gênero, a ministra disse que foi informada de que poderia ser alvo de um atentado.
Presidente do TSE, Cármen Lúcia. Foto: Alejandro Zambrana/TSE
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia disse nesta quarta-feira, 18 de março, que foi comunicada sobre uma ameaça de bomba para matá-la.
A declaração foi feita durante uma palestra proferida, na manhã de hoje, a estudantes de direito do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB).
Ao discursar sobre representação feminina e o enfretamento da violência política de gênero, a ministra disse que foi informada de que poderia ser alvo de um atentado à bomba. Ela não deu detalhes sobre a ameaça.
"Vindo para cá, me comunicaram que mandaram uma bomba para me matar. Estou no meio de estudantes, eles viram meus advogados em dois minutos. Pior para quem mandar. Melhor não mandar. Não sei se é fato, mas estão me ligando. Eu estou vivíssima, cada vez mais", afirmou.
A ministra também citou o aumento da violência de gênero no Brasil e disse que o assassinato constante de mulheres precisa parar.
"Parem de nos matar, porque nós não vamos morrer. Nós, mulheres, decidimos que não vamos morrer, embora os homens tenham decidido que vão nos matar. Tentam nos matar de várias formas. Todas as manhãs há notícia de assassinato de mulheres", completou.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, anunciou no dia 2 de fevereiro que a ministra Cármen Lúcia será relatora da proposta de criação de um código de ética para os integrantes da Corte.
Fachin discursou durante a sessão solene de abertura do Ano Judiciário de 2026, cerimônia que marca a abertura dos trabalhos após o período de recesso. O ministro disse que as instituições têm desafios para se manterem íntegras e com legitimidade.
"Momentos de adversidade exigem mais do que discurso, pedem responsabilidade institucional, clareza de limites e fidelidade absoluta à Constituição da República."
O presidente do STF afirmou que os ministros "respondem pelas escolhas que fazem" e que o é momento é de "autocorreção".
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O banqueiro passou a cogitar delatar quem teve relações pessoais com ele, como políticos e juízes, após o STF formar maioria de votos para mantê-lo preso na Penitenciária Federal em Brasília, presídio de segurança máxima.
Ministro Zanin, relator do caso, disse que há provas robustas de que os acusados cometeram crime de corrupção passiva.
As investigações apontam a parlamentar como beneficiária de "vultosas quantias" desviadas de descontos associativos fraudulentos sobre aposentadorias.
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