Ministro Barroso. Foto: Arte/Portal de Prefeitura
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, endossou nesta segunda-feira, 1° de setembro, que são compreensíveis as tensões em torno do julgamento do episódio 8 de janeiro e daquilo que a Procuradoria-Geral da República (PGR) qualificou como sendo uma tentativa de golpe (que ainda vai ser julgado).
"Anormal seria se não houvesse tensão. Nenhum país julga invasão da sede dos Três Poderes ou a possibilidade de se entender que houve uma tentativa de golpe de Estado por um ex-presidente e o seu grupo sem algum tipo de tensão natural", afirmou o ministro a jornalistas, durante evento no Rio de Janeiro.
A Primeira Turma do STF inicia na terça-feira, 2, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais réus do núcleo central da tentativa de golpe de Estado em 2022.
A PGR afirma que os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 foram o "desfecho violento da empreitada golpista". Barroso não participa do julgamento.
Ainda assim, o presidente do STF endossou que a "democracia não é o regime do consenso" e que as divergências são absorvidas de maneira institucional e com respeito mútuo.
"Felizmente, nós temos um tempo de grande pacificação nesse âmbito das relações entre os Poderes", avaliou.
Estadão Conteúdo
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Em nota, o supremo informou que o ministro, "considerados os altos interesses institucionais", solicitou a redistribuição do caso para outro integrante do tribunal.
Durante o encontro, o presidente da Corte vai dar ciência aos demais membros do STF sobre o material entregue pela PF.
Com o entendimento formado pelos ministros, os políticos acusados de fazerem campanha com recursos não contabilizados poderão ser responsabilizados duplamente.
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