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Barroso sobre julgamento dos atos de 8/1: "Anormal seria se não houvesse tensão"

O presidente do STF endossou que a "democracia não é o regime do consenso" e que as divergências são absorvidas de maneira institucional e com respeito mútuo.

Ricardo Lélis

01 de setembro de 2025 às 16:33   - Atualizado às 18:03

Ministro Barroso.

Ministro Barroso. Foto: Arte/Portal de Prefeitura

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luís Roberto Barroso, endossou nesta segunda-feira, 1° de setembro, que são compreensíveis as tensões em torno do julgamento do episódio 8 de janeiro e daquilo que a Procuradoria-Geral da República (PGR) qualificou como sendo uma tentativa de golpe (que ainda vai ser julgado).

"Anormal seria se não houvesse tensão. Nenhum país julga invasão da sede dos Três Poderes ou a possibilidade de se entender que houve uma tentativa de golpe de Estado por um ex-presidente e o seu grupo sem algum tipo de tensão natural", afirmou o ministro a jornalistas, durante evento no Rio de Janeiro.

A Primeira Turma do STF inicia na terça-feira, 2, o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e dos demais réus do núcleo central da tentativa de golpe de Estado em 2022.

A PGR afirma que os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 foram o "desfecho violento da empreitada golpista". Barroso não participa do julgamento.

Ainda assim, o presidente do STF endossou que a "democracia não é o regime do consenso" e que as divergências são absorvidas de maneira institucional e com respeito mútuo.

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"Felizmente, nós temos um tempo de grande pacificação nesse âmbito das relações entre os Poderes", avaliou.

Estadão Conteúdo

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