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STF vai julgar valorização do piso dos professores neste mês; entenda o que pode mudar

A discussão no Supremo envolve pontos jurídicos e administrativos, mas alcança também o cotidiano de quem trabalha nas escolas.

Redação

05 de dezembro de 2025 às 10:05   - Atualizado em 09 de dezembro de 2025 às 07:13

Imagem ilustrativa para tratar sobre o priso dos professores.

Imagem ilustrativa para tratar sobre o priso dos professores. Foto: Freepik

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para 12 de dezembro o julgamento que pode redefinir a forma como estados e municípios remuneram professoras e professores da educação básica em todo o país.

A sessão analisará o Tema 1218, que discute se o piso salarial nacional deve servir apenas como referência inicial ou se precisa gerar impactos em todos os níveis e faixas das carreiras do magistério.

O debate chegou à ao Supremo Tribunal Federal após um recurso apresentado pelo Estado de São Paulo. O caso começou quando o Tribunal de Justiça paulista cobrou do governo estadual o cumprimento integral do reajuste previsto para o magistério.

A decisão determinava não só a correção do salário de profissionais que ganhavam abaixo do piso nacional, mas também a atualização dos demais níveis da carreira, evitando que anos de serviço deixassem de refletir no contracheque.

Situação do Brasil

A situação enfrentada em São Paulo representa uma realidade comum em várias redes de ensino do Brasil. Em muitas cidades e estados, o piso nacional virou, na prática, o teto salarial. Com isso, profissionais com décadas de experiência passaram a receber valores muito próximos, ou até iguai, aos de quem ingressou recentemente na educação básica. A distorção gera reclamações constantes entre professores, que afirmam que a política esvazia a lógica de progressão e desvaloriza o tempo de serviço.

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A discussão no Supremo Tribunal Federal envolve pontos jurídicos e administrativos, mas alcança também o cotidiano de quem trabalha nas escolas. Ao longo dos últimos anos, professoras e professores relatam sobrecarga de trabalho, desgaste emocional e adoecimento físico. Mesmo assim, afirmam que continuam a desempenhar suas funções pela responsabilidade com estudantes e comunidades. O entendimento de que a carreira precisa refletir esse compromisso move grande parte das expectativas em torno do julgamento.

O que o STF decidir terá efeito imediato em escala nacional. Estados e prefeituras precisarão se adequar à interpretação definida pelos ministros, garantindo que o piso salarial esteja corretamente incorporado ao conjunto da carreira. A decisão também deve orientar futuras políticas de valorização e ajudar a estabelecer parâmetros mais claros para a remuneração no serviço público educacional.

 

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