Pernambuco, 18 de Janeiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

STF: Suspensa decisão do TCU sobre aposentadorias de servidores transpostos para regime estatutário

Redação

27 de novembro de 2018 às 16:00

fachin

fachin fachin

O ministro Edson Fachin, do STF, deferiu liminares nos Mandados de Segurança – MS35.81935.984 e 35.988 para suspender decisão do TCU que considerou ilegais aposentadorias concedidas a servidores públicos Federais que haviam sido transpostos do regime celetista para o estatutário. O ministro verificou, no caso, a relevância dos fundamentos apresentados e o risco de ineficácia da medida caso fosse concedida somente ao final do processo. Os servidores em questão foram dispensados de empresas públicas extintas durante a reforma administrativa promovida pelo governo Collor, mas posteriormente reintegrados ao serviço público pela anistia promovida pela lei 8.878/94. Mais tarde, foram transpostos do regime da CLT para o Regime Jurídico Único – RJU, no qual permaneceram até suas aposentadorias. No entanto, o TCU assentou a ilegalidade dos atos de concessão das aposentadorias em razão do entendimento por ele fixado no acórdão 303/15, segundo o qual é irregular a transposição de servidores anistiados com base na lei 8.878/94. Os autores dos mandados de segurança alegam, entre outros pontos, violação aos princípios do contraditório, da ampla defesa e do devido processo legal, uma vez que não puderam participar do processo que deu origem ao acórdão 303/15 do TCU. Sustentam também a decadência do direto de a administração anular o ato de transposição, tendo em vista o decurso do prazo de cinco anos previsto artigo 54 da lei 9.784/99. Decisão Em sua decisão, o ministro Edson Fachin explicou que o TCU, ao julgar a matéria, afastou a decadência por reconhecer existir, no caso, violação do princípio constitucional do concurso público. Ele lembrou que o Supremo, por sua vez, reconheceu repercussão geral da matéria tratada no RE 817.338, que trata da possibilidade de um ato administrativo, caso evidenciada a violação direta ao texto constitucional, ser anulado pela administração pública quando decorrido o prazo decadencial previsto na lei 9.784/99. Segundo Fachin, apesar de o relator do RE não ter determinado a suspensão nacional de processos (artigo 1.035, parágrafo 5º, do Código de Processo Civil), a pendência de exame, pelo Supremo, da questão objeto do mandado de segurança confere plausibilidade às alegações dos servidores. “Ademais, a iminência de instauração de processos administrativos tendentes a rever situações já consolidadas representa, em tese, ameaça à eficácia ulterior de eventual ordem concessiva”, destacou. A liminares concedidas pelo ministro suspendem, em relação aos autores dos mandados de segurança, os efeitos da decisão do TCU. Informações: STF. Fonte: migalhas.com

TAGS

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

20:39, 18 Jan

Imagem Clima

28

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Piso dos professores.
Professores

Piso dos Professores: MEC atrasa anúncio do novo valor e gera apreensão na categoria; veja

Ministério não cumpriu prazo para divulgar reajuste do magistério em 2026.

Presidente Lula teve gastou quase R$ 6 milhões em viagem à ONU.
Valores

Itamaraty detalha gastos e revela custo superior a R$ 6 milhões em viagem de Lula à ONU

Gastos com hospedagem e serviços foram detalhados pelo Itamaraty em resposta enviada à Câmara dos Deputados.

Detentos em presídio e presidente Lula.
Apuração

MPF é acionado para investigar compra de TVs para presídios federais

Os aparelhos integram o programa ReintegraCINE, desenvolvido pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.

mais notícias

+

Newsletter