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STF pode mudar salário e carreira de professores: julgamento está marcado para dezembro de 2025

Supremo analisará se o piso salarial do magistério deve repercutir automaticamente nas tabelas de carreira.

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03 de dezembro de 2025 às 13:49   - Atualizado às 14:05

STF e professores.

STF e professores. Foto: Miva Filho/Secom

Entre 12 e 19 de dezembro de 2025, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgará, em plenário virtual, o Tema 1218, que pode definir se o piso salarial nacional do magistério deve ou não repercutir automaticamente em todas as faixas dos planos de carreira da educação básica.

O tema nasceu do Recurso Extraordinário (RE) 1326541, originário de uma ação do Estado de São Paulo, mas ganhou repercussão geral, o que significa que a decisão do STF valerá para todo o Brasil.

A votação é considerada uma das mais importantes para os professores nos últimos 15 anos.

O que diz a lei do piso?

Desde 2008, com a aprovação da Lei nº 11.738, entidades educacionais, especialmente a CNTE,  defendem que o piso deve funcionar como base mínima para toda a carreira, seguindo o §1º do Art. 2º:

“O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de até 40 horas semanais.”

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Ou seja: vencimento inicial = referência mínima para a carreira.

Essa é a interpretação defendida historicamente pelo movimento docente.

O que mudou em 2016 com o STJ?

Em 2016, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) mudou o entendimento ao julgar o Tema 911, através do Recurso Especial 1426210/RS.

A tese firmada foi:

não existe obrigação automática de aplicar as atualizações do piso nas demais faixas da carreira, salvo se a legislação local prever.

Isso abriu caminho para que estados e municípios:

  • deixassem de atualizar as tabelas de carreira;
  • achatassem graus, classes e níveis;
  • desvalorizassem professores mais experientes e com maior formação;
  • criassem distorções entre ativos e aposentados.

A partir daí, houve um dos maiores retrocessos salariais da história do magistério.

O que o STF poderá decidir agora?

O julgamento do Tema 1218 pode:

1. Revogar o entendimento do STJ

E restabelecer a vinculação automática do piso às carreiras.
Isso significaria recompor perdas, corrigir distorções e proteger profissionais inclusive aposentados.

2. Manter o entendimento atual

Permitindo que somente leis locais decidam se o piso impacta (ou não) as carreiras.

3. Criar uma interpretação intermediária

Por exemplo, garantindo parte da vinculação, mas com limites.

Para a CNTE, o melhor cenário é o reconhecimento do piso como base obrigatória para toda a carreira, como era a intenção original da lei.

CNTE prepara mobilização nacional durante o julgamento

Embora o processo não tenha recebido amici curiae, o que impede sustentações orais, a CNTE informou que:

  • enviará memoriais a todos os ministros;
  • fará campanha virtual nacional;
  • acompanhará os votos em tempo real;
  • buscará sensibilizar a opinião pública e a categoria.

A entidade afirma que a decisão poderá interromper o processo de desvalorização vivido por professores há quase uma década.

O que está em jogo

A decisão do STF impactará:

  • o salário dos professores ativos;
  • a remuneração de aposentados e pensionistas;
  • a estrutura de carreiras estaduais e municipais;
  • o financiamento da educação;
  • o cumprimento da lei do piso nacional.

Para sindicatos e educadores, o julgamento do Tema 1218 é histórico,  podendo ser o mais importante desde a criação do piso em 2008.

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