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Sóstenes diz ter acionado embaixada dos EUA após vídeo em que relacionou PT e facções ser derrubado

A exclusão do conteúdo foi determinada pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça.

Ricardo Lélis

24 de junho de 2026 às 10:38   - Atualizado às 10:38

Deputado federal Sóstenes Cavalcante.

Deputado federal Sóstenes Cavalcante. (Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos deputados)

O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), disse na terça-feira, 23 de junho, ter encaminhado um ofício à embaixada dos Estados Unidos no Brasil após ser obrigado a remover um vídeo em que mencionava supostas ligações entre o PT e facções criminosas.

A exclusão do conteúdo foi determinada pelo vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro André Mendonça.

Em coletiva de imprensa na Câmara dos Deputados, Sóstenes afirmou ter buscado a embaixada para esclarecer a existência das "grandes suspeitas" dos EUA sobre o suposto financiamento de facções a partidos de esquerda na América Latina, citado por ele no vídeo sem provas.

"Jamais falaria ou postaria alguma coisa que não condiz com a verdade. Como não fiz uma afirmação, mas falei que há uma suspeita do governo americano, ninguém melhor do que o próprio governo americano para dizer pública e notoriamente a toda a imprensa e aos brasileiros se há ou não esse tipo de suspeita", afirmou.

Sobre o conteúdo da postagem, ele argumentou que reproduziu referências que considerou "públicas e notórias" em reportagens veiculadas na imprensa, mas que em nenhum momento fez afirmações

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O deputado disse ainda que solicitou uma audiência pública com representantes do governo dos Estados Unidos para tratar do assunto e que cumpriu a decisão judicial de remoção dentro do prazo de 24 horas, embora discorde do entendimento adotado pelo magistrado.

Mendonça entendeu que a utilização da expressão "há grandes suspeitas" não afastava a "a plausibilidade da ilicitude".

"Ao contrário, a fórmula retórica empregada confere aparência de cautela à afirmação, mas preserva sua carga desinformativa", escreveu.

Além da remoção, o conteúdo não pode ser republicado ou impulsionado em versões equivalentes.

O vídeo postado por Sóstenes sugeria a existência de suspeitas de financiamento de campanhas do Partido dos Trabalhadores (PT) por facções criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC). O contexto da fala era a recente classificação das duas facções como organizações terroristas pelo governo do presidente Donald Trump.

No vídeo, o deputado começava por rebater o que chamou de boatos espalhados por "presidentes de ONGs" de que Trump "mandaria bombas e mísseis" para comunidades em razão da nova classificação.

Ao final, ele associava o tema ao pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apresentando o combate ao crime organizado como uma de suas bandeiras, e convocava os espectadores a divulgarem o conteúdo para que as comunidades conheçam a "verdade dos fatos".

Estadão Conteúdo

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