Pernambuco, 14 de Fevereiro de 2026

Inicio elemento rádio
Icone Rádio Portal

Ouça a Rádio Portal

Final elemento rádio

Sobrinha de Geraldo Alckmin recebe pensão de R$ 46 mil; valor máximo do teto do serviço público

Além de sobrinha do vice-presidente, Maria Lúcia é filha de Rodrigues Alckmin, ex-ministro do STF, que integrou a Corte por seis anos e faleceu em 1978.

Cami Cardoso

26 de julho de 2025 às 12:18   - Atualizado às 13:00

Vice-presidente, Geraldo Alckmin.

Vice-presidente, Geraldo Alckmin. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Maria Lúcia Rangel de Alckmin, sobrinha do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, recebe mensalmente uma pensão de R$ 46.366 como filha solteira de Rodrigues Alckmin, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro integrou a Corte por seis anos e faleceu em 1978.

Atualmente com 81 anos, Maria Lúcia teve o benefício suspenso em 2017, após o Tribunal de Contas da União (TCU) vetar o pagamento de pensões a filhas solteiras maiores de 21 anos com renda própria. No entanto, em 2018, a pensão foi restabelecida por decisão do ministro Edson Fachin, voltando a ser paga integralmente.

A pensão recebida por Maria Lúcia atinge o teto público e faz parte de uma lista de benefícios semelhantes pagos a outras filhas solteiras e viúvas de ex-ministros do STF. Entre elas está Maria Ayla Vasconcelos, que também recebe R$ 46.366 mensais, mesmo sendo filha de Abner Carneiro, que foi ministro do extinto Tribunal Federal de Recursos, e não do STF. Ele exerceu a função entre 1947 e 1955.

Outros casos incluem Alda Gonjito Corrêa, viúva do ex-ministro Maurício Corrêa, que recebe pensão de R$ 40,3 mil, além de um benefício adicional de R$ 6 mil do Plano de Previdência dos Congressistas, referente ao tempo de mandato do marido no Senado. Já Marcolina Albuquerque, viúva do ministro Xavier Albuquerque, que atuou no STF entre 1972 e 1983, passou a receber uma pensão de R$ 42 mil após o falecimento do marido.  

Pensão vitalícia para governador que ficou 33 dias no cargo

Por quatro votos a um, os ministros da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal mandaram restabelecer a pensão vitalícia do ex-governador de Mato Grosso Moisés Feltrin, que ficou no cargo por 33 dias em 1991.

Veja Também

Os ministros ainda determinaram o pagamento retroativo de parcelas que Feltrin não recebe desde novembro de 2018, quando o governo de Mato Grosso cortou os repasses acatando decisão da própria Corte máxima.

O Estadão pediu manifestação do advogado Artur Barros Freitas Osti, que representa Feltrin no processo. O espaço está aberto.

O salário atual do governador de Mato Grosso é de R$ 30.862,79. Feltrin vai receber R$ 33 mil, apurou o Estadão. À época em que ocupou a cadeira no Palácio Paiaguás, sede do Executivo estadual, Feltrin, então no PFL, exercia mandato de deputado estadual e presidia a Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

Feltrin assumiu o governo porque o governador Carlos Bezerra renunciou. Ao mesmo tempo, o vice Edison Freitas de Oliveira se afastou por problemas de saúde. Após breve período no poder, Feltrin transmitiu o cargo para o novo governador eleito Jayme Campos.

A partir de 1999, Feltrin passou a receber a pensão vitalícia. Em 2018, porém, o próprio STF cortou o privilégio a ex-chefes de Executivo no bojo de uma ação movida pela Ordem dos Advogados do Brasil 15 anos antes, em 2003.

Ao acionar o STF, a Ordem citou especificamente o caso de Feltrin que, à época, há 21 anos, recebia R$ 12.582,00 mensais.

No julgamento que agora restabelece a pensão vitalícia a Feltrin, os ministros Dias Toffoli, André Mendonça e Kassio Nunes Marques seguiram o posicionamento do decano Gilmar Mendes.

Ele destacou as "peculiaridades fáticas" do caso - apesar de o próprio STF ter declarado inconstitucional o pagamento de pensão a ex-governadores.

Restou vencido o ministro Edson Fachin, relator, que argumentou a impossibilidade de o colegiado rediscutir uma decisão já tomada pelo plenário.

Gilmar frisou que, quando pediu ao STF o restabelecimento de sua pensão, Feltrin estava com 81 anos e já recebia o benefício suspenso pelo governo de Mato Grosso havia mais de 20 anos - desde 1999.

"Não há cruzada moral que justifique, à luz das garantias constitucionais, a abrupta supressão do benefício recebido de boa-fé durante décadas por pessoa idosa, sem condições de reinserção no mercado de trabalho", justificou Gilmar.

Na avaliação do ministro, a pensão paga ao ex-governador não é um "privilégio odioso", mas um "benefício de caráter alimentar recebido há anos por indivíduo que, tendo confiado na legislação e na administração, já não mais tem condições de suprir, em razão da avançada idade, suas necessidades no mercado de trabalho".

Gilmar invocou outros casos em que o STF determinou o restabelecimento de pensões de ex-governadores e ponderou que, considerando a garantia constitucional da segurança jurídica e do princípio da proteção legítima, não é mais possível rever o benefício a Feltrin.

Para o decano, o fato de o ex-governador Moisés Feltrin ser idoso, sem possibilidade de reinserção no mercado de trabalho e ter recebido a pensão por longo período justifica a manutenção dos repasses mensais.

A decisão foi dada durante julgamento virtual de um pedido de Feltrin. Ele requereu o restabelecimento da pensão, barrada após o Supremo declarar inconstitucional o pagamento do benefício a ex-governadores.

Estadão Conteúdo

Mais Conteúdos

Mais Conteúdos

Mais Lidas

Icone Localização

Recife

04:02, 14 Fev

Imagem Clima

24

°c

Fonte: OpenWeather

Notícias Relacionadas

Viviane Barci de Moraes e Alexandre de Moraes.
Parecer

Caso Master: PF prepara relatório sobre menções a Moraes no celular de Vorcaro, revela jornal

Segundo a reportagem, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, comunicou a Fachin que conversas extraídas do celular de Vorcaro, controlador do Banco Master, trazem referências frequentes ao ministro.

Lula será enrendo de carnaval.
Carnaval

Dois atores recusam convite para interpretar Lula em desfile da Acadêmicos de Niterói

A apresentação acontecerá na Marquês de Sapucaí e terá como tema a trajetória pessoal e política do chefe do Executivo.

Priscila Krause e Raquel Lyra.
Festejo

Raquel Lyra acompanha abertura do Carnaval no Recife e em Olinda e destaca rerforço na segurança

Nesta edição, o Governo de Pernambuco está investindo o valor recorde de R$ 87,2 milhões, garantindo mais tranquilidade aos foliões.

mais notícias

+

Newsletter