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Senadora Damares sobre escola de samba que debochou de evangélicos: "É inadmissível"

Na noite do domingo, 16 de fevereiro, a agremiação Acadêmicos de Niterói desfilou na Sapucaí com o enredo em homenagem ao presidente Lula.

Cami Cardoso

16 de fevereiro de 2026 às 18:38   - Atualizado às 19:06

Senadora Damares sobre escola de samba que debochou de evangélicos: "É inadmissível"

Senadora Damares sobre escola de samba que debochou de evangélicos: "É inadmissível" Foto: Reprodução / Redes Sociais

A repercussão do desfile da Acadêmicos de Niterói também provocou reação no Senado. Neste domingo, 15 de fevereiro, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) se posicionou contra a apresentação da escola na Marquês de Sapucaí.

A agremiação levou para a avenida o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre os segmentos do desfile, a ala intitulada “Neoconservadores em conserva” chamou atenção ao retratar, em fantasias de latas, personagens que simbolizavam evangélicos, representantes do agronegócio, uma mulher rica e apoiadores da ditadura militar.

Para a senadora, a representação ultrapassou o limite da crítica política. Ela afirmou que considera inadequado o uso de recursos públicos em uma apresentação que, segundo sua avaliação, expôs evangélicos ao constrangimento.

Damares declarou que a igreja evangélica deve ser respeitada e classificou o episódio como um caso de perseguição religiosa. Também ressaltou que movimentos religiosos promovem encontros que reúnem milhares de jovens em diferentes regiões do país.

Confira o vídeo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Posicionamento de outros opositores

A oposição ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, criticou o desfile da Acadêmicos de Niterói homenageando o petista. O Partido Novo anunciou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a inelegibilidade do presidente.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), principal adversário de Lula na disputa presidencial, também criticou o petista e disse que ele usa dinheiro público "para fazer campanha antecipada pra ele mesmo".

"Lula esfola o povo com aumento de impostos e usa esse mesmo dinheiro arrecadado para fazer campanha antecipada pra ele mesmo Sim, o dinheiro do suor do povo trabalhador brasileiro, que deveria ser devolvido à sociedade em forma de serviços públicos de qualidade, está sendo torrado num desfile de carnaval na cara de todos os brasileiros", declarou no X o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Flávio disse ser "um crime o que está acontecendo hoje no carnaval do Rio". Reclamou do fato de seu pai ter sido condenado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por uma reunião com embaixadores.

Não mencionou, porém, o motivo da condenação: o então presidente reuniu os representantes de outros países para fazer ataques sem provas ao sistema eleitoral.

"Jair Bolsonaro foi tornado inelegível, na mão grande, por uma reunião com embaixadores e por discursar num carro de som que não custou um centavo de dinheiro público. Isso não ficará impune! Vamos resgatar o nosso Brasil das mãos sujas do PT e devolver ao povo brasileiro!", declarou o senador.

O Partido Novo e seu presidente confirmaram que vão pedir a condenação de Lula na Justiça Eleitoral. "O desfile é uma peça de propaganda do regime Lula. Financiada com o seu dinheiro. Vamos à Justiça Eleitoral buscar a inelegibilidade", afirmou o Novo em sua conta no X.

"O que denunciamos ao TSE está se confirmando ao vivo. Assim que o Lula registrar sua candidatura, o Partido Novo ajuizará uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), requerendo a cassação do registro e sua inelegibilidade. A lei deve ser igual para todos", declarou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, nas redes sociais.

líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também criticou o desfile. Disse que "quando a cultura se mistura com a política, perde a cultura". "Vale também para o desfile dessa escola de samba. No caso, ainda pior, concorrendo para um grave ilícito eleitoral. Propaganda antecipada com dinheiro do pagador de impostos. Rebaixamento é o mínimo que merece", afirmou no X. "E o problema era o Bolsonaro se encontrar com embaixadores. A interferência nas eleições, agora a de 2026, já começou. Vista grossa para um excesso noutro", completou.

O senador e ex-juiz Sérgio Moro (União Brasil-PR) também comentou o desfile. Fez alusões à operação Lava Jato para ironizar o presidente Lula e disse que o desfile "foi um deprimente espetáculo de abuso do poder". "Faltou o carro da Odebrecht e do Sítio de Atibaia no desfile do Lula. Foi um deprimente espetáculo de abuso do poder, com enaltecimento de Lula, sem escândalos de corrupção, e com ataques aos adversários, tudo financiado pelo governo. A Coréia do Norte não faria melhor", publicou no X.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) fez uma comparação velada entre o desfile e a reunião com embaixadores que levou ao julgamento de inegibilidade de Bolsonaro no TSE. "Se esse desfile fosse em 2022, Bolsonaro estaria preso, busca e apreensão no PL, apreensão no barracão da escola, apreensão dos carros alegóricos e o inegibilidade vitalícia", disse em sua conta no X.

O senador Cleitinho (Republicanos-MG) foi outro que fez alusão ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Disse suspeitar que o Supremo Tribunal Federal atuaria para barrar um desfile desse tipo em homenagem ao ex-presidente.

"Vocês estão vendo essas imagens. Que dia que isso é carnaval? O que estão fazendo aqui é uma campanha eleitoral para o Lula. Vocês podem dizer: 'Que implicância é essa?'. Imagina se fosse o contrário, o Bolsonaro como presidente, tendo financiado uma escola de samba com dinheiro público, fazendo um carro alegórico com a imagem do Lula preso. O que vocês acham que o STF teria feito?", declarou em vídeo divulgado nas redes sociais.

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